MUSE ANUNCIA OS PLANOS PARA O FUTURO E REVISITA SUAS MÚSICAS CLÁSSICAS – ENTREVISTA RADIO X PARTE 3

Na terceira e última parte desta série,  faremos uma viagem ao futuro, e depois de volta para o passado. Os membros da banda revelam novidades surpreendentes sobre o futuro da banda, incluindo a turnê que virá ao Brasil em 2019, e ainda dizem o que pensam sobre suas músicas mais populares!

 

  • Setlists serão mais longas na próxima turnê, até com medley

     Como os shows serão em estádios e espaços grandes, as setlists serão maiores, chegando a duas horas. Matt diz que estão pensando em tocar medleys: “Eu pensei em um medley de metal, que seriam todas as nossas músicas pesadas combinadas em 15 minutos”, uma tentativa de incluir mais material no mesmo tempo.

  • Provavelmente veremos a versão gospel de Dig Down ao vivo

     Matt confirma: “Acho que a partir do ano que vem iremos com a versão gospel de Dig Down, já que tocamos a versão normal bastante nos últimos dois anos, então vai ser o momento acústico do show em que eu toco piano, talvez Chris no violão.”

  • Matt quer produzir um álbum com Hans Zimmer e fazer uma turnê com orquestra

     Sim! O grande sonho dos fãs pode se tornar realidade: “Sim, eu adoraria trabalhar em um álbum com Hans Zimmer, e talvez fazer uma turnê. Seria uma boa chance de variar nossos shows. Talvez em alguns anos façamos algo com um grande número de músicos.” Ele também conta que que já tiveram a chance de tocar com a Orquestra Nacional Chinesa, mas os planos não se concretizaram porque a orquestra tocou com o Metallica. Com as duas bandas trabalham com a mesma agência, ambas receberam a mesma oferta.

 

 

Chegando ao fim da entrevista, descobriremos agora o que os membros da banda pensam de alguns de seus maiores sucessos.

 

  • Plug In Baby

     Matt diz que o significado da música depende do humor dele no momento, mas que as duas versões que contou são corretas. O título vem de uma babá eletrônica que ele viu em um catálogo de loja de departamentos, mas a música também é sobre brinquedos sexuais. Na época, Matt morava em um apartamento sobre uma sex shop, e os produtos vendidos lá influenciaram a composição da música.

  • Muscle Museum

     Chris diz que na época sentiu que essa música era muito inovadora e seria o segredo para o sucesso. Matt concorda, mas diz que, quando a tocaram em shows recentemente, não foi a mesma coisa, e ela foi removida novamente das setlists.

  • Feeling Good

     Matt diz que na época não tocavam covers porque queriam fazer sucesso com as próprias composições, mas sua então namorada era muito fã de Nina Simone, então ele considerou criar sua própria versão dessa música.

  • Supermassive Black Hole

     Chris diz que “ainda é uma das músicas mais divertidas de tocar ao vivo”, e que foi uma das primeiras vezes que a banda resolveu experimentar com sonoridades diferentes em estúdio.

  • Psycho

     Matt diz que essa música realmente energiza a plateia, então ela deverá permanecer os shows por um longo tempo. Dom diz que ficou surpreso com sua popularidade. “Quando estávamos gravando, achei que era só um riff besta, mas acabou virando uma música muito popular.”

  • Hysteria

     Chris fala brincando que odeia tocar a música ao vivo porque dói a mão, mas que com certeza é uma das favoritas do público.

 

 

  • Undisclosed Desires

     Matt diz que tem orgulho de terem produzido a música por conta própria, já que foi uma das primeiras experimentações da banda fora do rock… mas não lembra em qual álbum ela foi lançada. Por algum motivo, é muito popular na Alemanha.

  • Knights of Cydonia

     Matt atribui a direção atual da banda a essa música. “Não estaríamos aqui se não fosse Knights of Cydonia, no sentido de abraçar essa loucura besta, misturar rock com sintetizadores, e tudo ser fantástico e completamente bobo. Aquela música foi muito experimental, quando estávamos gravando, não conseguíamos parar de rir, e não pudemos acreditar na popularidade dela. Até hoje é nosso fechamento de shows favorito.”

  • Resistance

     Dom diz que adora tocar a música ao vivo porque a parte da bateria é divertida, e vive pedindo para Matt incluí-la mais em shows. Matt confessa que “é uma ótima música, mas não deu tão certo ao vivo quanto eu esperava.”

  • Starlight

     Matt diz que Starlight é especial porque é uma música mais leve e romântica, um lado que a banda não explora muito, e virou um clássico. Foi também um marco na interação com o público. “Acho que estávamos tocando no Japão, e foi a primeira vez que pensei ‘o que acontece se eu bater palmas?’, e o público bateu palma junto. Adicionou um momento de alegria, leveza e luz ao nosso show, no meio de uma onda de escuridão e ansiedade.

 

E este é o fim da entrevista da banda com a Radio X! Uma conversa de mais de uma hora onde foram revelados grandes segredos e curiosidades sobre Muse, do passado ao futuro. E você, ficou mais interessado em Simulation Theory após descobrir tantas informações?

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Lucas Martins

Aqui tem informação! Tradução também. E umas coisas a mais.

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