Muse e o islandês Jónsi maravilham o palco principal do Xacobeo

Como conduzir a atonia em euforia de uma multidão de 25 mil almas em pouco mais de oito minutos? Matthew Bellamy, o vocalista, guitarrista e sumo sacerdote do Muse, tem a solução. Proporcionando de forma encadeada um par de estouros como Uprising e Supermassive Black Hole e vocês já verão como nem o mais desanimado do lugar aguenta com a bunda grudada na arquibancada. Nem crise, nem o final do verão, nem uma dor de dente, nem farrapos de gaita: esses garotos britânicos se confirmaram na madrugada do sábado compostelano como os mais eficazes (e implacáveis) agitadores de massas que pisaram no solo peninsular desde que Bono e sua quadrilha irlandesa se doutoraram, 23 anos atrás, no estádio Santiago Bernabeu.
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