Artigo para MTV – The Resistance
Muse discute ´The Resistance´, seu novo e “muitopessoal” álbum
´Eu acho que é bemdiferente do que fizemos no passado,´ diz o baterista Dominic Howard.
Se você ouviu uma nota que seja do novo álbum do Muse, TheResistance – ou se você viu a incrível performance da banda no VMA – você sabeque tudo de bom que falam deste trio inglês é verdade.
Na Europa, o Muse é uma banda super famosa que toca em estádios. Elesoptam pelas grandes ideias com um som gutural que funde as habilidades teatraisdo Queen com as ornamentações sinfônicas do rock progressivo dos anos 70 e umadose saudável das peculiaridades roqueiro-eletrônicas da banda com a qual elesmais são comparados, Radiohead.
Mas o Muse, que está contribuindo com um remix da canção doResistance, “I Belong to You”, para a trilha sonora de Lua Nova, tevealgumas ideias novas para o seu quinto álbum, o qual eles dizem ser seutrabalho mais pessoal até o momento.
“Eu acho que é bem diferente do que fizemos nopassado,” disse o baterista Dominic Howard. “Experimentamos váriosestilos diferentes de música. Há estilos que nos parece que nunca tentamosantes. E, bem… temos uma grande sinfonia no álbum. É uma sinfonia de trêspartes bem no final do disco, o que é algo bem ambicioso, uma enorme cançãoorquestral, e foi uma tarefa bem difícil de concluir, mas acabou soandoótima.”
Howard estava falando de “Exogenesis”, que é mesmouma sinfonia completa de três partes, com uma abertura (“Overture”),um segundo ato chamado “Cross-Pollination” (Polinização Cruzada) e umfinal chamado “Redemption” (Redenção). Com dramáticas cordas e umpiano digno de Chopin ou Rachmaninoff, vocais operáticos e letras que falamsobre escapar das garras da gravidade terrestre, as canções realmente são maisdo que ambiciosas, coisa que não é nova para um grupo de caras que não temtentado esconder seus desejos de conquistar o globo com seu som estiloCinemascope.
“Eu acho que a estrutura do álbum tem uma narrativameio solta… o que é algo diferente do que já fizemos,” o vocalista MatthewBellamy explica. “Eu não diria que é um álbum puramente conceitual, masele definitivamente tem alguns temas recorrentes. Temas como revolução,revoltas, querer mudanças políticas, reforma constitucional… assim como umaespécie de história de amor se desenvolvendo no meio disso tudo.”
Bellamy disse que o álbum é meio que um acompanhamentomusical para “1984″, o clássico romance de George Orwell sobre arebelião de um homem solitário contra o governo totalitário controlador. Mas,apesar desses temas mundiais e comuns, Howard disse que, no fundo, TheResistance, que foi produzido pela banda, é, na verdade, uma declaraçãopessoal. “Nós fizemos uma música chamada ´Undisclosed Desires´, que soabem mais programada e eletrônica do que qualquer coisa que já tenhamosfeito,” ele disse. “E nós mesmos produzimos o disco, então acho quepor isso ele soa muito, muito pessoal e também nos deu a chance de nossentirmos confortáveis o bastante para experimentar todas essas ideias e…sabe, de alguma maneira nós conseguimos terminá-lo.”
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