Entrevista para o site Liverpool Echo

O  site inglês Liverpool Echo disponibilizou uma entrevista feita com o Chris e o Matt sobre a gravação do álbum e a atual turnê.

Confira aqui a nossa tradução:

(…) Os shows ao vivo do Muse viraram lenda musical. Com luzes espetaculares, chamas, fogos de artifício, glitter e dançarinas acrobatas, é um banquete tanto para os olhos quanto para os ouvidos.

“Se você vai tocar para mais de 5 mil pessoas, você precisa montar um show enorme”, explica Chris. “Quando você passa do ponto em que nem todos conseguem ver o que você está fazendo no palco, você tem de fazer algo extra-especial. Nós já fomos a apresentações onde não havia telas ou show de luzes e do fundo não dava de ver nada. Prefiro ficar em casa ouvindo meu iPod a ir para um show desses.”

A banda está em turnê para promover seu mais novo álbum, The Resistance, que parece levar o som da banda a um outro nível.

“Esse foi o primeiro álbum produzido por nós mesmo, então estamos ainda mais orgulhosos dele”, ri Chris.

O título do disco mostra a banda questionando a cobertura de eventos globais pela mídia. Seu conteúdo é ainda menos sutil, com o vocalista Matt gritando “eu quero a verdade” em Unnatural Selection enquanto que, em MK Ultra, ele questiona “quantas farsas você aguentará, quantas mentiras você criará?”

“Acho que é sobre querer que as pessoas acordem”, diz Matt. “Mas acho que isso já está acontecendo, de qualquer maneira. Com o efeito globalizante da internet, as pessoas estão mais conscientes sobre o que acontece no mundo e o que está sendo feito em seus nomes.”

“Foi definitivamente o álbum mais divertido de se fazer”, diz Matt. “A música pode ser pesada, mas a experiência de criá-la foi muito tranqüila. Estávamos gravando Undisclosed Desires e o Chris começou a tocar slap bass como um péssimo baixista de funk dos anos 80. Foi um daqueles momentos em que nós simplesmente nos olhamos e rolamos pelo chão de tanto rir. Mas aí pensamos que, se estávamos rindo, devia ser boa, ou pelo menos divertida, então a levamos em frente. Acabamos simplificando-a na mixagem final, no entanto. Não queríamos soar como Level 42.”

Mas, além dos requerimentos técnicos, serem seus próprios produtores quis dizer que eles tinham de aceitar críticas uns dos outros.

“É um pouco como ensinar a sua namorada a dirigir”, ri Chris. “Você tem de ser capaz de criticar os outros e aceitar as críticas sem frescuras. Eu tinha de aceitar que, se eu tocasse algo que soasse horrível, os outros me diriam. Menos mal que somos bons amigos o bastante para conseguirmos fazer isso.”

Fonte: Liverpool Echo


Publicado em 31/10/09 - 23:06
Categoria e Tags: Entrevistas, , , , .

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