Rolling Stone Review

Muitos roqueiros têm pretensões sinfônicas, mas é preciso coragem para compor uma “sinfonia”. Aí entra o Muse: o quinto álbum do trio britânico termina com “Exogenesis: Symphony”, uma coleção de três partes cheia de grandiosas orquestrações e letras com perguntas sem respostas do tipo “Por que nós somos? Quem nós somos?”.

As gigantes canções enfeitadas do Muse os trouxe uma base de fãs que os segue como a um culto, juntamente com a crítica de que a banda soa um pouco demais como seus heróis. (O vocalista Matt Bellamy tem uma fixação pelo Thom Yorke.) Canções como Uprising, que tem um gostinho industrial, provam novamente que o Muse sabe como mostrar um rugido poderoso.

Mas as letras são só versos livres pomposos, e a banda pega elementos emprestados do Radiohead e do Queen sem dó, apesar de não ter a invenção musical do primeiro ou a arrogância corajosa do segundo. Por fim, The Resistance não passa de uma colagem de clichês inteligentes que deixam um ouvinte se perguntando qual é o objetivo do Muse. Por que eles são? Quem eles são?

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Equipe MUSE BR

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