Tudo sobre a banda britânica Muse formada por Matt Bellamy, Dom Howard e Chris Wolstenholme.

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[Tradução] Muse na Q Magazine de agosto

A edição de agosto da revista traz uma ótima entrevista com o Muse e fotos lindas. Os scans podem ser vistos aqui e vocês conferem a tradução abaixo:

Dezessete anos atrás, três adolescentes de Devon esboçaram um plano para conquistar o mundo. Uma estranha “aventura no banheiro selvagem” e uma batalha com o álcool à parte não foram muito desafiadoras para o Muse. Então agora eles estão indo para o espaço.

Hoje é sexta-feira 13 e do camarim do estúdio fotográfico Big Sky, no norte de Londres, vem um enorme estrondo. Segundos depois, o frontman do Muse, Matt Bellamy, e o baterista Dom Howard surgem, de olhos arregalados, mas calmos. “Um espelho gigante se desprendeu da parede e quase caiu em cima de mim e de Dom”, Bellamy anuncia. Gigante como, Q pergunta? Como se valesse setenta anos de azar se quebrasse? “Provavelmente”, o vocalista dá de ombros. “Mas o importante é que não quebrou”.

Em outras palavras, é improvável que a sorte do Muse acabe tão cedo. Dezessete anos após se juntarem como um trio obcecado por grunge, os então adolescentes de Devon furtivamente ascenderam à atual posição que ocupam, a de uma das melhores bandas de rock do planeta. Consequentemente, eles podem bancar o ano inteiro de folga. Fora a meia dúzia de shows que fizeram com o U2 na América do Sul em abril, em que se apresentaram para um total de meio milhão de pessoas, seguidos por outros shows na Rússia e nos Estados Unidos, 2011 será efetivamente um longo final de semana para o Muse.

Hoje, entretanto, há trabalho para ser feito. Em outras palavras, ser fotografado e entrevistado pela Q e principalmente anunciar a aparição do trio nos festivais de Reading e Leeds, em que eles tentarão superar os shows no Wembley em 2010 e planejam marcar o 10º aniversário de seu álbum Origin of Symmetry, de 2011, tocando-o na íntegra ao vivo pela primeira vez e em um palco inspirado em sua capa.

Eles começaram a ensaiar para os shows ontem, trabalhando com músicas que não tocavam há anos. A Q pergunta: sinceramente, como estão indo os ensaios?

“Hmm, estão ok”, responde afavelmente o baixista Chris Wolstenholme. “Nós tocamos Hyper Music pela primeira vez em sete anos. Soou como uma banda cover de colégio, para ser honesto”.

Reading ocupa um lugar especial nos corações dos membros do Muse, já que foi o primeiro festival que eles visitaram juntos, quando tinham 14 ou 15 anos. Em 1993, eles viajaram juntos de Teignmouth para lá, acamparam juntos, ficaram drogados juntos e deram mosh juntos no show do Rage Against The Machine.

“E foi definitivamente o lugar em que aconteceram minhas primeiras experiências sexuais”, diz Bellamy, sorrindo com a memória de seus primeiros amassos dentro da tenda de acampamento. “Eu não perdi minha virgindade no Reading. Perdi um pouco antes, mas eu definitivamente continuei, aprendi e pratiquei um pouco mais lá. Eu tenho algumas outras lembranças desagradáveis, que não tenho certeza se devo compartilhar”.

Ah, vamos lá, conte, sim…

“Bom, os caras não gostariam que eu contasse isso,” ele sussurra, “mas eu lembro de uma vez em que os banheiros não estavam funcionando porque havia chovido. Nós não tivemos outra saída a não ser encontrar outros métodos de nos aliviarmos”.

Você está nos contando que vocês cagaram atrás de uma cerca?

“Exatamente! Houve algumas aventuras no banheiro selvagem”.

Dada a sua natureza grungy, também, o público do festival obviamente tem a reputação de lançar projéteis horríveis em direção ao palco. O Muse teve algumas experiências através da perspectiva da banda: teve um festival em Moscou em que choveram moedas neles, aquele na França, em que jogaram garrafas, e o festival de metal no Arizona em que serviram de alvos móveis para uma substância marrom que eles esperam que seja lama.

Mas, lá em 1993, eles se envolveram alguma vez no ritual de atirar uma garrafa com urina no palco?

“Não, eu nunca fiz isso”, diz Wolstenholme. “Me acertaram algumas, mas eu nunca realmente joguei uma”.

“Eu também nunca atirei uma garrafa de mijo”, diz Howard. “Mas uma vez eu fui me enfiando no meio do público para chegar na grade e jogaram uma garrafa na minha cabeça, que foi atingida com urina”.

“Não posso dizer que eu tenha ido tão fundo”, Bellamy declara, rindo. “Mas eu me lembro de ter sido coberto por papel higiênico molhado. Só não tenho certeza de como o papel ficou molhado…”.

O Muse claramente percorreu um caminho muito, muito longo. Pergunte como uma banda – nas palavras deles – tão uncool tornou-se enormemente bem-sucedida em escala global e prontamente eles colocam a cabeça para funcionar. Então, várias teorias começam a aparecer: Chris diz que se deve ao fato de terem feito turnês como doidos. Dom reconhece que é porque eles são “intrusos”, funcionando nos limites da moda musical.

“Sei lá, sério”, diz Matt. “Quer dizer, eu amo música. Muita gente tem a ideia de que música é algo fácil e bobo. Para mim, só é fácil e bobo quando eu estou ouvindo. Quando eu toco, acredito nela, cara (risos). Estou lá. Quer dizer, em Knights of Cydonia, eu tenho emoções muito estranhas. Então eu presumo que as pessoas tenham esses sentimentos também. Mas eu devo dizer que às vezes, quando eu ouço nossa música ou a escuto à distância, penso ‘é realmente dessa banda que eu faço parte?’”

“Existem alguns shows que nós fazemos e se destacam por serem um pouco fora de nosso alcance às vezes”, admite Wolstenholme. “Como a turnê nos estádios que fizemos no verão passado. Nós sentimos que chegamos lá”.

Em mesa do lado de fora do estúdio, na sacada, onde os três membros do Muse serão entrevistados separadamente, o baixista fuma Marlboro Lights e recolhe-se em seu modo efusivo. Wolstenholme é alto, forte, ligeiramente careca e é o único membro que não teve sua vida pessoal afetada pela carreira de rockstar internacional. Ele passa muito tempo com sua esposa de longa data e cinco filhos em Oxshott, perto de Leatherhead , “onde todos os jogadores do Chelsea moram”.

Já Bellamy e Howard poderiam ser irmãos, já que compartilham características como a estatura diminuta, similaridades faciais e modos de viver parecidos, pois ambos dividem seu tempo entre Londres e LA. O primeiro fala rápido e se remexe dentro de seu terno Vivienne Westwood, tem olhos azuis penetrantes e troca os “r”s por “woo”. O segundo tem uma certa atitude cool de baterista rock star, assim como seu ex-herói e agora amigo Roger Taylor, do Queen. Com seus cabelos sutilmente esculpidos e impressionantes dentes brancos, ele tem um ar de playboy – Dom coleciona peças de art pop surrealista e é solteiro, ou “relativamente livre de compromisso”, como ele gosta de dizer.

Muse trabalha em uma área musical própria e colheu bons frutos por isso. Seu último álbum, por exemplo, The Resistance, encabeçou as paradas de sucesso em incríveis 19 países. A banda soltou balões de OVNI cheios de gás hélio, chamou pessoas para marcharem pelo palco empunhando bandeiras e, com isso, seu show se tornou um espetáculo que combina com as proporções épicas de sua música.

Claro que, como eles usam cenários de palco um tanto ambiciosos, eles ficam sujeitos a problemas. A turnê norte-americana no outono passado, por exemplo, viu o trio se apresentar em cima de torres hidráulicas e começar o show atrás de cortinas que iriam dramaticamente cair em um ponto crucial de Uprising. Na segunda noite de show, no Staples Center em LA, diante de uma multidão que incluía representantes do Grammy e estrelas de Hollywood, a cortina de Bellamy quase o sufocou e a de Wonstenholme não chegou nem a cair.

“Só que eu esqueci que obviamente havia câmeras lá, então as pessoas podiam me ver nos telões, ‘com cara de que diabos tá acontecendo?’ Foi meio humilhante”, relembra Chris.

“A minha caiu e ficou presa na minha cabeça, eu parecia um fantasma gigante. Fiquei debaixo daquilo e no meio da música, consegui tirá-la de mim, só eu e Dom ficamos visíveis e a de Chris só caiu quando a música terminou”, ri Bellamy.

Não que isso tenha desanimado os organizadores do Grammy, que depois convidaram o Muse para tocar na cerimônia de 2011, em 13 de fevereiro, em LA. Naquela noite, diante de uma audiência que abrangia nomes de peso como Neil Young, Jennifer Lopez, Nicole Kidman e Lady Gaga, o Muse saiu com o prêmio de Melhor Álbum de Rock, por The Resistance. Eles foram avisados até por seus managers americanos de que não tinham chance de levar o prêmio para casa, então ficaram estupefatos quando foram anunciados como vencedores, fato evidenciado pela fala enrolada de Matt Bellamy.

“Eu definitivamente não sei fazer discursos. Foi terrível no palco, eu preciso fazer aquela terapia do filme O Discurso do Rei. Cheguei lá e disse ‘Muito obrigado, uau, uma grande surpresa’. Foi bem vago, Barry Manilow estava sentado na minha frente e eu me distraí com ele…”, Matt diz.

Mais tarde naquela noite, Howard deu uma festa pós-Grammy que teve como tema o México, repleta de mariachis e que aconteceu em sua villa de estilo espanhol, em Hollywood Hills. A casa tem como característica mais marcante o bar escuro, cujas paredes são cobertas por painéis de madeira, onde as socialites de Hollywood costumam dançar a noite toda em cima de sua mesa de sinuca.

“Lindsay Lohan estava lá, aparentemente”, ele diz com uma combinação de alegria e indiferença. “Não a vi. Na verdade, fiquei surpreso que tenham a deixado entrar”.

No momento, os holofotes de Hollywood estão sobre o Muse devido ao romance de Matt Bellamy e Kate Hudson, estrela de filmes de comédia romântica e filha de Goldie Hawn. Matt passou a atrair, da noite para o dia, a atenção dos paparazzi internacionais, que nunca teriam olhado para ele se não fosse por causa de sua namorada.

A relação dos dois começou como um típico romance do mundo do showbiz. Eles se conheceram brevemente em 2007 na Austrália, onde o Muse estava fazendo um show e Hudson estava gravando um filme. Em 2010, no festival Coachella, eles ficaram juntos. Doze meses depois, estavam noivos e agora, estão esperando um filho.

No Coachella, o cantor inicialmente impressionou Kate com um gesto de cavalheirismo: ela havia se perdido de seus amigos e ele a ajudou a encontrá-los.

“Nós nos esbarramos, lembramos um do outro e foi isso, sabe”, ele ri. “Foi quase que instantâneo, pode-se dizer”.

E isso o lembrou de alguma de suas experiências quando jovem, no Reading? Você a convidou para sua barraca?

“(Risos) Ah, o que nós tínhamos lá? Pequenas cabanas, do tipo dormitório”.

Agora, claro, as revistas de fofoca frequentemente trazem fotos de Matt e Kate fazendo compras ou andando de bicicleta em Los Angeles, andando em aeroportos e trocando carinhos em mesas de restaurantes chiques. Isso entra na cabeça do garoto de Teignmouth?

“Bom, eles estão olhando para ela”, ele insiste. “Então tá tudo bem, mas eu não gosto de ficar vendo essas coisas, dou uma filtrada. De repente, umas pessoas aleatórias que você nunca viu antes começam a falar de boatos relacionados a você. Você não percebe, até estar nesse meio, a quantidade de mentiras que são inventadas”.

Para Howard, vizinho de Bellamy em LA, o trabalho secundário como alvo de paparazzi de seu amigo de banda é claramente motivo de diversão.

“É, fotos de Matt na praia e andando por aí de pijamas. É um pouco estranho, mas isso é o que acontece quando você se envolve no universo de Hollywood. Repentinamente, é uma coisa a mais para ele se acostumar e não é fácil. Mas ele está feliz”.

Matt diz que sair com seus futuros sogros e estrelas de Hollywood, Goldie Hawn e Kurt Russel, tem dado a ele experiência para encontrar um equilíbrio entre a fama e a vida normal em família.

“Goldie é uma mulher incrível. Muito pé-no-chão, sempre coloca a família em primeiro lugar e essas coisas. Eles são uma família única, muito diferente do que eu tenho visto por aí. Não é bom ficar muito deslumbrado com o glamour de Hollywood, levar tudo muito a sério. É ótimo estar perto dela”.

Do lado oposto da balança, em termos de glamour e sofisticação, que abrange a imagem pública de Matt, está a fan page no Facebook criada em homenagem ao Matt Bellamy Bêbado, inspirado em sua aparição em uma cerimônia de premiação em fevereiro. Em um vídeo de entrevista no backstage, que inevitavelmente transformou-se em um viral, o vocalista joga framboesas no rosto de Dominic, que tenta responder a uma pergunta e ainda depara-se com frases como “Quem você pensa que é?” e “Fuck off, you cunt”.

“É, o vídeo comigo bêbado e agindo estranhamente”, o frontman diz, com aparente vergonha. “Talvez a máscara da banda tenha caído ali. As pessoas puderam ver como nós somos de verdade”.

Entretanto, o rock ‘n’ roll causa alguns danos, como nós sabemos. No lado mais sombrio dessas peripécias embriagadas, no ano passado Chris Wolstenholme quase se tornou um grande alcóolatra. Isso foi um exagero?

“Não mesmo”, ele ri, um tanto nervoso. “Sempre fui um grande bebedor, principalmente aos 16 ou 17 anos. Mas acho que, estando na banda, tendo bebida ao seu redor o tempo todo e sofrendo com o stress de ter que conciliar a banda e a família, ficou pior. Principalmente na época de The Resistance”.

Conforme ele mesmo conta atualmente, com o jeito de uma pessoa que teve maus momentos e renasceu, o baixista estava se matando com álcool. Ele sente que, de alguma forma, foi um reflexo do alcoolismo crônico que matou seu próprio pai aos 40 anos. Em seus piores momentos, Wolstenholme diz que começava o dia com um copo de suco e spirits (bebida destilada), antes de partir para uma tarde regada a cervejas, duas garrafas de vinho à noite e outro copo de spirit e suco para fechar a noite.

“Eu estava perdendo a cabeça e precisava beber para sair da cama de manhã. Cheguei ao ponto de vomitar sangue em uma manhã de Natal, estava fora de mim. Meu pensamento era de ‘ah, não vou beber spirits hoje, só cerveja’. Você não pensa direito e não percebe que está se matando lentamente”, ele diz. “Ou mesmo que perceba, você simplesmente chega ao ponto de não se importar com mais nada”.

O ápice do problema foi durante a gravação de The Resistance, em 2008, quando o baixista estava ausente ou bêbado no estúdio.

“Ele estava mesmo um tanto vazio naquela época”, Howard admite. “Foi difícil para mim e Matt, Chris estava meio bêbado quando foi gravar algumas partes do baixo”.

“Só que o Chris, no entanto, é um músico tão brilhante que suas habilidades motoras não são afetadas pelo álcool. Então ele aparecia, tocava muito bem e depois nós não o víamos por um tempo. Nós nem notamos tanto quanto deveríamos notar. Fazíamos um ótimo show, ele ia para o quarto e nós não sabíamos o que estava acontecendo lá. Levou anos para perceber esse comportamento”, Matt complementa.

Tanto Matt quanto Dom achavam difícil abordar esse assunto com Chris, embora eles digam que tenham tentado.

“É muito difícil falar sobre isso com alguém que está passando pelo problema”, diz o vocalista, “porque às vezes, você começa a falar e a pessoa se afasta”.

“Não sabíamos como lidar com isso”, diz Dom. “Tipo, por que ele está fazendo isso consigo mesmo e cometendo esses excessos? Às vezes, quando as pessoas têm problemas, é preciso evitar esses assuntos, você faz vista grossa. Nós o confrontamos sobre a bebida algumas vezes durante os anos, mas é difícil”.

Para Wolstenholme, fazer 30 anos em dezembro de 2008 provocou um colapso emocional. “Fiz 30 anos e de repente percebi o quanto me sentia sem saúde e inadequado. Tive aquele ‘insight’ e um ataque de fúria”.

Tendo se automedicado com álcool para combater os ataques de pânico que ele tinha desde a juventude, parar de vez com a bebida intensificou sua ansiedade terrivelmente.

“Passei por uma semana infernal. Deitado na cama, eu não consegui dormir por quatro dias. Não que nem em Trainspotting, mas não estava tão longe daquilo. Eu genuinamente pensei  que fosse morrer ali. Se eu tenho momentos em que eu quero beber de novo, me lembro daquela semana e penso ‘Ou eu começo a beber de novo e morro por causa disso ou páro de novo e passo por tudo aquilo mais uma vez’”.

Quando Wolstenholme anunciou aos amigos de banda que finalmente largou o álcool, prioritariamente para divulgar The Resistance, todos ficaram muito aliviados.

“Estamos muito felizes por ele agora”, diz Howard. “Porque ele esteve sob essa nuvem negra por uns 10 ou 12 anos”.

“É algo que terminou por vontade dele mesmo. Ele fez muito bem e está sóbrio há bastante tempo”, fala Matt.

“Eu me sinto feliz como não me sentia há muitos anos. E acho que minha relação com os caras da banda, a relação com minha esposa e com todo mundo que eu conheço está mil vezes melhor. E fora o 1 ou 2% das vezes em que eu estou estressado e quero uma bebida, no resto do tempo eu me sinto muito, muito feliz”.

Se do lado de fora parece que o Muse aproveitou uma imaculada ascensão, os próprios membros da banda admitem que nem sempre aconteceu isso. Para alcançar as proporções de estádio, eles passaram por muitos momentos desanimadores. Howard aponta o período do Black Holes and Revelations como “nós estávamos sendo muito consumistas e estávamos fodidos no fim da turnê”. Bellamy, por outro lado, acha que os dias sombrios do Muse foram durante a época de Origin of Symmetry.

“Foi a primeira vez em que as portas começaram a se fechar. Nós saímos da gravadora americana e não estávamos indo bem em certos países, embora fôssemos um sucesso na Inglaterra. Então perdemos nosso manager, acabamos nos envolvendo em assuntos legais e perdemos muito dinheiro. Aquele foi um período difícil”.

“Estávamos fazendo muitas turnês”, Howard relembra, “e levamos tudo muito a sério e ficamos muito estressados”.

Em toda sua raiva e frustração, o Muse se lembra de alguns momentos chatos que passaram. Bellamy menciona de certa vez que a banda foi convidada para abrir um show da banda de ska punk de Gwen Stefani, o No Doubt, em uma premiação da MTV Alemã, mas no último minuto o show foi cancelado.

“Nós acabamos quebrando tudo em nosso camarim, chegando ao ponto de termos feito até um tipo de pirâmide usando o frigobar, mesas e cadeiras que tinham por lá. Depois disso, uns três dias depois, recebemos a conta das despesas”.

Em outro show, mais ou menos na mesma época, Matt pegou o amplificador de sua guitarra e o jogou contra uma mesa de mixagem que existia no palco, destruindo-a completamente.

“Nós fomos multados em umas £15.000 por aquilo e fomos proibidos de alugar equipamentos em toda a Europa” relembrou o músico.

Apenas em algumas ocasiões que a ira da banda realmente acabou em algo físico. Houve uma vez nos estúdios Sawmills em Cornwall, isso em 1998 enquanto gravavam o EP de Muscle Museum, um intenso bate boca entre Matt e Chris resultando em uma ‘cadeirada’ jogada pelo baixista contra o vocalista.

“Foi como, oh meu deus!”, Bellamy ri. “Foi a partir daquele momento que aprendi a nunca mexer com aquele cara. Eu e Dom sempre tivemos nossos desentendimentos que acabavam em brigas físicas, mas normalmente com ele, eu acabo a briga com minha cabeça contra o chão ou com ele sentado em cima de mim, em alguma situação desagradável, até que eu me acalme. Eu sou bom em discussões, mas se isso continua por muito tempo, isso irá acabar comigo contra o chão”.

Howard, enquanto isso, está indeciso sobre quem é o mais encrenqueiro, ele ou o líder da banda.

“Isso dá provavelmente num empate”, ele diz. “Eu consigo derrubar ele, mas ele dá uns arranhões e mordidas”.

Chris provavelmente derrubaria vocês dois, não?

“Ao mesmo tempo! A gente evita discussões com ele”.

De volta aos estúdios da Big Sky, os três membros do Muse sentam ao redor de uma mesa, comem alguns sushis e falam sobre o futuro. Eles querem um disco mais ‘íntimo’, possivelmente mais no estilo Pink Floyd, para assim tocarem em grandes estádios ao redor do mundo (Nos EUA eles ainda são do nível de arenas e não estádios) e até quem sabe tocar no espaço, com ajuda da nave do Richard Branson.

“Nós ainda estamos tentando ganhar uma viagem grátis nessa nave”, Bellamy diz. “Vou tentar convencer Richard Branson a nos deixar gravar um clipe lá, isso seria incrivelmente legal. Eu ficaria assustado? Acho que não”.

Aparentemente, o céu já não é mais o limite para a banda. Junto de Coldplay, Arcade Fire, The Killers e Kings of Leon, o Muse está se tornando uma das bandas mais importantes da atualidade. Maior banda do mundo?

Howard brinca “Bom, o U2 não vai durar para sempre”.

Os 5 maiores shows do Muse:

1º English Riviera Center, Torquay, 26 de novembro de 1994.

No ano em que a banda foi formada, o espírito deles foi mostrado no ‘batalha das bandas’ (da qual saíram campeões) e mostraram a sua determinação ao público.

2º Glastonbury, 27 de Junho de 2004

Como atração principal da noite de sábado, o Muse dramaticamente supriu as expectativas do público e mostrou que são altamente capazes de grandes shows.

3º Wembley Stadium, Londres, 16 de Junho de 2007

O Black Holes and Revelations mostrou a ascensão da banda, os levando para um novo patamar. A partir disso, a turnê foi um enorme sucesso, fazendo com que os ingressos dos dois shows em Wembley fossem esgotados em poucas horas.

4º Teignmouth, 5 de Novembro de 2009

Prestes a começar a turnê do disco The Resistance, Muse fez um show em sua cidade natal. Nesta noite a banda tocou para o maior público pagante que houve na cidade até então.

5º Glastonbury, 26 de Junho de 2010

Seis anos depois de ser a atração principal do festival, o Muse volta aos palcos com ainda mais energia. Contando com um set list incrível e ainda a presença de The Edge, colaborando em um cover de Where the Streets Have No Name do U2.

Written By

A equipe mais animada, doida, faladeira e confusa que um fã clube de Muse poderia ter. Nós amamos Muse de todo o coração assim como (a maioria) dos seus fãs. A dedicação é de coração.

Comments: 31

  • Eu

    30 de junho de 2011
    reply

    Nuss mano, que lixo –‘
    Sinceramente, essa Banda é uma merda –‘

    • Cris_of_Cydonia

      30 de junho de 2011
      reply

      Tá fazendo O QUE aqui então, semeador da discórdia? ¬¬

    • Iago

      30 de junho de 2011
      reply

      -.- mas era so uq faltava…se num tem uq fazer fica na tua, ou intao vai falar merda sozin, veio ser besta no lugar errado…

    • musemaniac14

      1 de julho de 2011
      reply

      acredite, bandas de rock influenciadas por jazz e música clássica não são uma merda, nenhuma, se toca, flw, e aprende o que é música de verdade antes de fazer comentários inúteis como esse…

    • john

      1 de julho de 2011
      reply

      Então pessoal..vamos voltar aos comentários sobre a reportagem beleza?(:

  • Gi.Dias

    30 de junho de 2011
    reply

    Howard brinca “Bom, o U2 não vai durar para sempre”.

    Concordo o/

  • Coltsfan

    30 de junho de 2011
    reply

    bem grande a matéria! leiamos agr!!!

    ps: amei a foto!!! *-*

    • musemaniac14

      1 de julho de 2011
      reply

      os scans tão ótimos, espero que a banda continue nessa vibe meio “futurista” pro próximo albúm, seria demais…

  • Gi.Dias

    30 de junho de 2011
    reply

    Gente + umpouco de história para Biografia! *-*
    Interessante, minha mãe tbm sofria de Panico Chris!

  • mems

    30 de junho de 2011
    reply

    Tadinho do Chris, partiu meu coração.
    Ranking das coisas que partem meu coração:
    1º Minha cachorra chorando.
    2º O final de Friends.
    3º O Chris contando a história com a bebida.

  • RoBellamy

    30 de junho de 2011
    reply

    Tadinho do Chris ;( Mas que bom que ele tá bem agora. Adorei essa matéria. Ri muito nessa hora “Howard, enquanto isso, está indeciso sobre quem é o mais encrenqueiro, ele ou o líder da banda. “Isso dá provavelmente num empate”, ele diz. “Eu consigo derrubar ele, mas ele dá uns arranhões e mordidas” HAHAHA

  • Carol

    30 de junho de 2011
    reply

    Amei essa entrevista, sério. Fez o meu dia 🙂

  • Cris_of_Cydonia

    30 de junho de 2011
    reply

    Que entrevista maravilhosaaaa!!!!

  • yasmim

    30 de junho de 2011
    reply

    Ai ai… como eu amo essas entrevistas!

  • Gi.Dias

    1 de julho de 2011
    reply

    no Brasil tbm deviam fazer assim entrevistando Muse *-*

  • Thalita____

    1 de julho de 2011
    reply

    Essa entrevista me animou muito! Tipo, minha irmã encheu minha cabeça que o poder vai subir a cabeça do trio e tal..eu sempre digo q se fosse assim, isso ja teria acontecido..mas sempre fica martelando na minha cabeça ¬¬
    Chris X Matt? iih, Matt, cuide de suas costas, Chris consegue te quebrar facilmente, haha..

    “Eu consigo derrubar ele, mas ele dá uns arranhões e mordidas”.

    Isso me parece meio Belldom, enfim..huuun

    Alguem ai notou como o Chris perdeu a barriga estilo Homer Simpson?? Ahh, como eu o amo *.*

    Eu
    Nuss mano, que lixo –’
    Sinceramente, essa Banda é uma merda –’



    Fuck off, you cunt ¬¬

    • musemaniac14

      1 de julho de 2011
      reply

      que bom que ele perdeu a barriga, fica melhor pra ele fazer seu headbanger clássico que todos nós adoramos…

      • Steff

        1 de julho de 2011
        reply

        a história da barriga pode ser só um jogo de câmera e tal, ninguém sabe que eu tenho uma barriga homer simpson até hj ‘-‘ -nnn

        • dannyy

          2 de julho de 2011
          reply

          Hahahahahaha, a gente só mostra o que tem de melhor não é mesmo!

  • musemaniac14

    1 de julho de 2011
    reply

    Fico feliz demais pelo Chris ter parado de beber, agora sóbrio ele pode participar mais do processo criativo da banda, pra deixar o Matt descansar. Ótima matéria, sempre desconfiei que o Chris fosse capaz de derrubar os dois, kkk, enguanto Matt da arranhões e mordidas, hilário, kkk, espero mais entrevistas como essa, e espero que esteja correndo bem o ensaio pro OOS na íntegra, VÃO SER DEMAIS ESSES SHOWS!!!, e espero que lancem um dvd da tour do TR logo e espero que comecem o quanto antes a gravar o 6 albúm, seria maravilhoso um albúm pronto pro ano que vem com um clipe gravado numa nave espacial, kkk, eles tem cada uma, D+…

  • zsbianca

    1 de julho de 2011
    reply

    “Exatamente! Houve algumas aventuras no banheiro selvagem”.

    MEU DEUS. UASUHASUHAUSHUA, serio, eu amo demais essa banda usahushauhs <3

  • Cíntia_r_Muse

    1 de julho de 2011
    reply

    Haamm… matt dando mordidas e arranhões? kkkkkk! amei a entrevista! Uma das melhores deles que já vi!

  • Iago

    1 de julho de 2011
    reply

    Caraca viajei legal ó…entrevista boa³!

    “A minha caiu e ficou presa na minha cabeça, eu parecia um fantasma gigante. Fiquei debaixo daquilo e no meio da música, consegui tirá-la de mim, só eu e Dom ficamos visíveis e a de Chris só caiu quando a música terminou”,

    Não consigo ler isso sem ficar rindo cmo abestado kkk ;D

    Musebr, uq seria d nois sem vcs…=)

  • Izaa.

    1 de julho de 2011
    reply

    entrevista perfeitaaa! Ai tem todos os motivos por eu amar muse! ahushuas

  • 4everA_Muser

    1 de julho de 2011
    reply

    Gente vcs viram…Tocou Bliss no Jornal Nacional! Fiquei emocionado haha MUSE presente até nos noticiarios agora

    • Izaa.

      2 de julho de 2011
      reply

      Vi siim, foi a melhor coisa da entrevista! o/ kk

      • 4everA_Muser

        2 de julho de 2011
        reply

        haha foi ótimo… Vc é de onde iza?

  • Coltsfan

    2 de julho de 2011
    reply

    hehe acabei de ler finalmente!!! *-*

    bem foda!

  • dannyy

    2 de julho de 2011
    reply

    Como diria minha ídola AMAY!!! Entrevista perfeita. Banda fodástica, ótimas pessoas normalmente anormais. E as fotos estão maravilhosas. Mim querer um poster dessa foto!

  • Pedro Cadilha

    6 de julho de 2011
    reply

    Adorei o que li sobre eles… para quem é fã deixo aqui a minha página no facebook ou seja é um grupo que tem o nome de “Os Maiores Fãs De Muse” (Portugal)

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