Tudo sobre a banda britânica Muse formada por Matt Bellamy, Dom Howard e Chris Wolstenholme.

Instagram Facebook Twitter

Entrevista: Esta Será a Nossa Zoo TV

Muse promete superar o seu famoso amor ao espetáculo neste fim de semana nos shows no Emirates Stadium – todos vão dizer que eles foram longe demais, diz o vocalista Matt Bellamy a David Smyth.

A temporada de verão de Londres está prestes a começar e Muse pretende começar com um procedimento ensurdecedor. Eu não gostaria de ser Rihanna, Green Day, The Killers ou Robbie Williams e ter que seguir o espetáculo em grande escala que o trio de Devon está prometendo, no Emirates Stadium neste fim de semana.

Muse é a maior banda do mundo agora – talvez não exatamente a mais comercialmente popular, mas, certamente, a maior em termos de tamanho de suas produções de shows, o rock de esmagar galáxias de seus seis álbuns e sua ambição de fazer o público sentir como se o mundo estivesse chegando ao fim toda vez que tocam.

Depois de uma turnê extensa em arenas no último outono e um slot na cerimônia de encerramento das Olimpíadas no verão passado (tocando seu ameaçador, totalmente maluco hino oficial, Survival), esses animais que caminham sobre a terra estão de volta em seu habitat natural. Se você acreditar em seu cantor e guitarrista, Matt Bellamy, poderia ser a última vez.

 “Como banda, eu acho que estamos no momento do colapso”, ele me diz. “Nós estamos no ponto de ser forçados a voltar ao básico”.

Esta não é a primeira vez que ele ameaça quebrar as guitarras e começar a fazer música de acampamento, claro. Mas há algo no jeito que ele fala de suas turnês em estádios que sugere que Muse está prestes a atingir o pico.

 “Esta será a nossa Zoo TV”, ele diz, se referindo a extravagante turnê do U2 no início dos anos 90, apresentando carros suspensos, inúmeros televisores e ligação ao vivo, via satélite, com Sarajevo. “Essa será a turnê que todos vão falar ‘Você foi longe demais, você não deveria ter feito isso’. Estou confiante a este respeito e estou feliz. É um show totalmente diferente dos shows em arenas. Eu sinto como se tivéssemos expandido e crescido a cada vez e estou confiante que isso é o mais longe que podemos ir.”

Não tenho certeza se devo acreditar nele quando eu pergunto o que podemos esperar do show. Se ele está dizendo a verdade, certamente será algo para ficar na memória.

“Temos um robô de 20 pés chamado Charles que fica dando voltas no palco latindo para todos, então ele vai sair e causar engarrafamentos. Temos um ator interpretando um banqueiro que vai ter uma crise bancária no palco, enquanto fazemos a nossa própria versão de flexibilização quantitativa, e pulverizamos o público com milhões de euros. Podemos ter uma empresária bebendo petróleo. O palco é basicamente uma gigante estação futurista de energia industrial poluindo o mundo.”

O set-up é inspirado no tema principal de seu álbum mais recente, The 2nd Law. O álbum recebeu seu nome da segunda lei da termodinâmica, o que não é fácil de entender, mas que é em parte explicado por uma voz feminina na faixa Unsustainable: “As leis fundamentais da termodinâmica colocarão limites fixos na inovação tecnológica e progresso humano. Em um sistema isolado a entropia só pode aumentar. Uma espécie estabelecida no crescimento infinito é insustentável”.

Assim é a história do planeta, e do sistema financeiro, embora Bellamy insista em que, ao contrário do U2, a banda dele não está fazendo pregação.

“Sempre houve elementos da mensagem em nossa música, mas não fazemos música para a mensagem”, diz ele. “Eu não acho que nós estamos tentando tomar uma posição sobre qualquer coisa. Acho que estamos tentando expressar honestamente algumas das confusões sobre o que é viver nestes tempos. Ainda estou para me levantar num pedestal e dizer: ‘Isto é o que precisa acontecer’.”

Ele está ciente, também, que o tema também reflete o crescimento exponencial de sua banda, de copistas de Radiohead e Jeff Buckley facilmente descartáveis na época de sua estreia em 1999, com Showbiz, a exclusivos space rockers exagerados, adorados por fazer shows como ninguém.

Ele soa como um ambientalista relutante.

“Nós todos queremos escapar do planeta em naves espaciais e viver como em Star Trek, mas parece que não vai acontecer. Em vez disso, dizem que temos que retroceder. Isso é um pensamento deprimente. Assim, tanto quanto eu amo a ideia de um futuro sustentável e todo esse negócio ambiental, ainda há uma parte de mim que só quer ir f *** tudo, e forçar o progresso.”

Ainda assim, ele ainda promete um futuro mais quieto. Eu menciono que na última vez que vi Muse ao vivo foi no show beneficente War Child no relativo minúsculo espaço do Shepherd’s Bush Empire, em Fevereiro.

 “É um sentimento totalmente diferente, embora ainda estejamos fazendo grandes músicas de rock. Eu gostei tanto que acho que na nossa próxima turnê, eu não ia me importar de dar uma de ‘Prince’. Fazer o show na arena e depois em algum clube pequeno à noite.”

Esta talvez seja a única área onde se pode dizer que a banda ainda tenha coisas a fazer.

“Nós temos que trabalhar a intimidade, a conexão, o despojamento e todas essas palavrinhas afetuosas. Definitivamente há algo neste departamento que queremos explorar”.

É compreensível que o trio possa querer acalmar um pouco quando se aproximam da velhice. Bellamy e o baixista Chris Wolstenholme têm famílias jovens. Bing, filho de Bellamy com sua [noiva], a atriz de Hollywood Kate Hudson, tem quase dois anos e é fascinado pela obra do baterista Dom Howard. “Bing está obcecado com a bateria. Ele adora bater nas coisas.”

Wolstenholme também chegou a um momento mais sereno depois de passar pela reabilitação em 2009, tendo passado a maior parte da existência da banda como alcoólatra. Ele escreveu e cantou duas músicas no The 2nd Law, Save Me e Liquid State, este último contendo as letras: “A culpa morreu e deixou uma cicatriz / Estou todo vermelho e feito / Traga-me paz e lave minha sujeira”.

“Nesta última turnê é como se ele fosse uma pessoa diferente”, diz Bellamy. “Ele está totalmente feliz agora e nos lembra de quando nos conhecemos. Ele tem toda aquela energia jovial de volta. Isso torna muito mais divertido estar na estrada. Não há ninguém que está para baixo e quer ir para casa.”

Ele diz que a banda se separaria completamente antes de eles chutarem Wolstenholme para fora. É fácil esquecer, tal como estão montando canhões de laser e realizando o show de rock mais apocalíptico na existência, que Muse é apenas três amigos de escola de Teignmouth. Se eles realmente fizerem o longo retorno de volta às raízes depois de um grande espetáculo num estádio, eles terão merecido um pouco de paz e silêncio.

Comments: 3

  • Tainara

    28 de maio de 2013
    reply

    *o*

  • dannyy

    4 de junho de 2013
    reply

    E eu vou perder mais essa. Endless tears.

  • Victor

    9 de junho de 2013
    reply

    haha eu não RiR dia 14 chegue logo que vou lhe usar

Leave a Comment

%d blogueiros gostam disto: