Tudo sobre a banda britânica Muse formada por Matt Bellamy, Dom Howard e Chris Wolstenholme.

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Chris fala sobre a luta contra o alcoolismo, família e música

Space-rockers que lotam estádios, Muse tem uma longa tradição de desafiar as expectativas, então é bem apropriado que uma das bandas mais ‘fora deste mundo’ tenha um dos baixistas mais ‘pé no chão’. É revigorante, e até um pouco surpreendente conversar sobre críquete e família com alguém que passa suas noites entre shows estratosféricos cantando sobre o espaço sideral e o fim do mundo.

O baixista Chris Wolstenholme faz parte da jornada do Muse desde o princípio da banda, em 1994, vendo-os ir de banda de garagem de colegas de escola ao domínio mundial de headliners de Glastonbury. A próxima parte da jornada da banda inclui uma viagem para a Austrália em Novembro para uma turnê em arenas, sua primeira visita desde 2010. Sempre um rockstar, Wolstenholme falou conosco após um dia cheio limpando a churrasqueira e arrumando a bagunça depois do aniversário de seu filho.

O que você tem feito? Tem assistido aos jogos de críquete?

Eu assisti um pouquinho hoje, deixei como um som de fundo. Tem sido meio louco nos últimos dias, não é? Tem sido bem louco, na verdade. Não consigo decidir se é ótimo ou se é uma merda [risos]

É, acho que eu concordo.

Eu não fiquei particularmente feliz com aquele garoto novo, qual o nome dele, Agar, aquele foi um arremesso e tanto para um garoto estreante.

Foi fantástico, não foi? E nas últimas semanas, o que tem feito? Turnê?

Sim, estamos na nossa turnê em estádios da Europa, nós começamos em maio, temos mais uns shows pela frente e depois faremos uma pequena pausa.

Nós podemos esperar que o mesmo palco que vocês estão usando na Europa seja montado na Austrália?

Não, será diferente. O palco que traremos nós até já usamos antes. Nós já usamos numa turnê na Europa. É o mesmo da turnê que fizemos na Europa quando o álbum foi lançado e usamos nos Estados Unidos também. Nós o fizemos especificamente para arenas fechadas, nos estádios nós tivemos que repensar toda a coisa. Obviamente é um espaço muito maior e se não tem teto significa que não pode haver nada pendurado no teto, então você tem que repensar o estádio, e muito. Mas estou ansioso para chegar aos shows em arenas na verdade. Nós estamos fazendo estádios há um tempão agora e será legal mudar um pouco e voltar a um lugar fechado

A setlist também muda quando o palco muda? Como funciona?

É um pouco difícil, pois o lado da produção é tão intenso conosco, todas as coisas de vídeo e o show de luzes e tudo isso. É muito difícil quando você tem tudo isso acontecendo e então mudar muito o setlist. Eu acho também que temos tocado longos sets, nos shows em estádios temos tocado por mais ou menos duas horas e dez minutos e eu acho que na turnê em arenas nós tocaremos por mais ou menos uma hora e cinquenta. Então nós basicamente tocaremos a maioria de nossas melhores músicas. [risos]. Mas a questão é que, não importa o que você faça, sempre tem um monte de gente que quer ouvir uma b-side louca que você nem lembra como toca. Mas sempre há uma pequena parte do set – acho que seis ou sete músicas – que sempre tentamos fazer um rodízio então não é exatamente o mesmo todas as noites.

Você já esteve na Austrália diversas vezes. Quando você vem há uma rotina estabelecida, certos restaurantes que você frequenta ou talvez amigos com quem você encontra?

Na verdade, é direto para a praia! No lugar onde eu morava em Devon era bem na costa, e eu não tenho isso há alguns anos desde que mudei para Londres e obviamente a água é congelante na Inglaterra. Eu acho que isso é ok quando você é criança, mas depois que você passa dos 20, de repente a água está 5 graus mais fria por alguma razão. Então eu acho que para nós o tempo é bem ruim aqui e vir à Austrália, mesmo no inverno, é muito bom. Você sempre pode ir à praia. Geralmente no nosso primeiro dia, nós chegamos de manhã cedo, você está com aquele jetlag e você tenta ficar acordado o dia todo então geralmente, assim que a gente chega, nós vamos ao hotel, deixamos nossa bagagem, vamos à praia mais próxima e alugamos algumas pranchas.

Já faz um ano do lançamento do The 2nd Law; seus sentimentos com relação a ele mudaram depois de ter que viver com ele por um ano e tocar suas músicas ao vivo?

Eu acho que não, para ser honesto eu nem o ouvi direito. Quando você está no estúdio você passa tanto tempo ouvindo aquilo e então quando você está mixando você passa tanto tempo ouvindo também. Quando chegamos ao ponto em que o álbum está pronto e começamos a ensaiar para tocar ao vivo, você tem que esquecer do álbum. Você esquece o que fez no álbum, pois obviamente você tem que decidir como é que você vai fazer aquilo ao vivo e é um pouco diferente, às vezes. Eu acho que, às vezes, é bom sair da zona de fazer o álbum e olhar o ao vivo como uma coisa totalmente nova. Acho que isso o mantém revigorante. Eu não acho que haja arrependimentos sobre o álbum. Eu sei que é uma bagagem bem misturada de músicas, mas acho que é basicamente a mesma coisa na maioria de nossos álbuns. Algumas pessoas amam, e algumas pessoas odeiam. Eu acho que nós somos este tipo de banda. E eu acho que sempre preferimos este tipo de reação extrema à somente uma reação moderada.

Ele é tão diferente quanto você queria? Quero dizer, se você pudesse voltar no tempo e trazer certos elementos ainda mais além, e ser um pouco mais extremo com ele?

Eu acho que em algum nível você sempre olha para trás e pensa, eu olho o primeiro álbum [Showbiz] e penso que se fizéssemos aquele álbum agora ele soaria totalmente diferente. É muito importante não ser pego nessa e não ter muitos arrependimentos. Contanto que você esteja confiante naquilo que está fazendo naquele momento em particular, e você tem fé naquilo, então você pode pelo menos olhar para trás e pensar ‘Bem, estava certo naquele momento’. Nós sentimos que era um bom representante do que a banda era naquele momento. E isso é tudo o que é um álbum. Alguns álbuns são atemporais, e outros nem tanto, mas para muitas bandas, o ponto de vista deles é o melhor que você pode esperar é que você estava feliz quando o fez. E por isso você não deveria olhar para trás e pensar ‘eu faria diferente se fosse agora’, pois não faria. E você não pode mudar isto. Ao invés disto, pense ‘nós deveríamos regravar o álbum depois de dois anos’, é claro que você não o faz pois você só quer ir em direção à próxima fase da sua carreira e olhar para o futuro.

Você contribuiu mais para este álbum do que para o ultimo. Eu estava lendo que você estava realmente lutando contra o alcoolismo durante a preparação e gravação do The Resistance [2009] e não estava contribuindo nada. Você ainda se sente conectado a essas músicas?

É, eu realmente não faço muita distinção entre elas. Obviamente, eu falei muito abertamente sobre o que aconteceu enquanto estávamos gravando o The Resistance. Tudo o que posso dizer é que eu aproveitei muito mais nossa experiência no estúdio neste álbum do que no outro. Eu tenho um novo foco na vida, houve tantos anos em que eu estava apenas anuviado pela bebida e eu meio que me isolei sem perceber que tinha me isolado. Eu penso em termos do álbum, eu definitivamente me sinto orgulhoso deste, pois eu fui definitivamente parte dele. Mas eu acho que quando você toca ao vivo, particularmente as músicas mais antigas, acho que a conexão emocional está com o publico. As pessoas me perguntam se é difícil tocar músicas como ‘Save Me’ e ‘Liquid State’ [as duas composições de Wolstenhome para o The 2nd Law] e eu tenho que ser honesto e dizer que não estou pensando no que a letra significa ou o que passei enquanto estou cantando, eu realmente não penso nisto. Não estimula nenhuma memória. Eu só olho para o público e penso ‘eles estão gostando?’ [risos]

A bebida e o cigarro ainda são uma batalha diária para você, ou você está naquele ponto em que isto não é mais um problema?

Eu diria que em 99% do tempo estou bem. Acho que você tem que passar por um tempo em que você reaprende a viver. Apenas estar com outras pessoas em certas situações. Acho que esta é a parte mais difícil. Acho que o primeiro ano foi o mais difícil, eu não podia ir ao pub. Eu achava difícil ir a um restaurante. Todas as pessoas ao meu redor, quer fosse minha família ou a banda, diziam ‘Nós não vamos beber perto de você’, ‘nós vamos acabar com o álcool do ônibus da turnê’, mas eu nunca quis isto, eu não queria estragar a diversão dos outros e sempre fui da opinião de que em algum momento da minha vida eu vou ter que enfrentar isso. Eu vou estar cercado de pessoas bebendo, senão eu terei que ficar em casa o tempo todo. Eu nunca poderia sair, nunca fazer nada. Aquele primeiro ano, quando começamos a turnê do The Resistance foi muito difícil. Havia momentos em que eu não queria estar na turnê. Eu não conseguia lidar com o lado social das coisas, mas ao mesmo tempo você está treinando para se ajustar à sociedade, apenas sem a droga. E eu penso em quando você aprende a fazer isto. Quando você chega neste ponto, está tudo bem. E agora já faz quarto anos e meio. Eu vivo a minha vida perfeitamente normal e eu não me preocupo muito com isto. Não vou mentir, há aqueles momentos estranhos, por exemplo, ir ao jogo de críquete, onde não pensaria necessariamente ‘vou me acabar’, mas ‘eu gostaria de uma cerveja gelada ao sol’. Eu sinto falta deste tipo de coisa, mas não fico remoendo. É um pensamento fugaz, mas é uma merda, pois você não pode. E é isso.

Você canta em duas faixas do The 2nd Law. Você pode ver isso acontecendo mais vezes ou você vai deixar os vocais com Matt Bellamy?

Eu realmente não sei, é difícil, pois eu obviamente não quero cantar muitas músicas. Eu acho que isso mudaria totalmente o que é Muse. Eu acho que temos que ser cuidadosos, se eu começar cantar metade das músicas isso criaria uma divisão entre os fãs. Eu acho que uma ou duas músicas está tudo bem.  Esperamos que isso seja algo que eu faça mais. Eu primeiro teria que escrever algumas canções e se as músicas forem boas o suficiente, então pode ser que entrem no próximo álbum. Para mim foi mais compor do que cantar, eu nunca gostei muito de cantar. Não era algo que eu particularmente queria fazer. Mas como as letras eram tão pessoais, eu acho que Matt se sentiria incrivelmente esquisito cantando-as. Não seria legal que Matt cantasse essas músicas. Foi uma decisão que foi tomada assim que a música foi gravada, nós conversamos sobre isso e Matt disse ‘Eu realmente acho que você deveria cantar essas músicas’ e nesse momento eu quase tive um ataque do coração, me tranquei no estúdio por uma semana e tentei aprender a cantar.

A NME descreveu as Olimpíadas como ‘chatas’. Você acha que foram chatas?

Definitivamente não! As Olimpíadas foram demais. Eu acho que foi no primeiro dia das Olimpíadas, uma corrida de ciclismo passou pela vila onde eu moro. O lugar onde eu moro é realmente muito calmo e você raramente vê pessoas nas ruas. É um lugar bem quieto, e nós fomos até o final da minha rua e tinha umas duas mil pessoas lá, só esperando os ciclistas passarem por lá com suas bicicletas e todos estavam torcendo. Foi demais. E só o que houve foram pessoas em bicicletas, mas havia esse sentimento no ar, de positividade e todos estavam super empolgados.
Foi incrível e fazer parte disso e tocar na cerimônia de encerramento, é meio cliché, mas é o tipo de coisa que você conta para os seus netos. É o tipo de lembrança que você vai estimar quando estiver mais velho. E, para mim, isso é o que é estar numa banda, as experiências que você recolhe pelo caminho. É claro que a música é uma grande parte disto, mas nos próximos anos você vai olhar para trás e pensar ‘Eu viajei o mundo, estive em todos esses lugares incríveis e eu nunca teria tido isso se não fosse pela banda’.

Falando em família, eu li que você é o mais ‘família’ do grupo. Qual foi seu momento menos ‘rock star’ em casa?

Eu tive um desses hoje, limpando a churrasqueira. Eu fiz uma festa de aniversário para meu filho, foi aniversário dele há uns três dias e convidou todos os amigos, e eu fiquei encarregado da churrasqueira. Eu até que gostei de tomar conta do churrasco, mas quando a comida acaba e chega o momento de limpar toda aquela gordura da grelha então já não parece mais tão divertido. E leva um tempão para tirar toda aquela porcaria. E você fica lá, com o limpador de forno e desengordurante e é quando você pensa ‘Eu pensei que eu fosse um rock star’. [risos]

Você é meio doido quando faz suas tarefas domésticas, talvez cantando suas músicas e dançando pela casa? Eu você tenta manter seu trabalho separado de sua vida familiar?

É bem separado. A única coisa é que eu tenho um estúdio em casa. Bem frequentemente, se eu estou lá fazendo algo e estou bem empolgado, eu desço as escadas correndo e arrasto a minha esposa para dar uma ouvida. Mas, geralmente, é bem separado. Quando você vem para casa, quando você é mais velho, você gosta da paz e do sossego. Às vezes são pequenas coisas, como chegar em casa, se deitar e assistir críquete o resto do dia, sabe? Você começa a gostar dessas coisas.

Há alguma coisa sendo trabalhado para o Muse, que você esteja escrevendo?

Nós estamos conversando sobre isso, no momento, você meio que chega àquele ponto onde você já está em turnê há um ano e nós sabemos que depois da Austrália, esse pode, potencialmente, ser o fim da turnê deste álbum. Eu acho que nós podemos fazer alguma coisa pequena no ano que vem, talvez em Janeiro ou Fevereiro, mas não estamos tão distantes do fim do ciclo da turnê. Você chega naquele ponto em que começa a pensar no que vai acontecer a seguir. O que nós faremos no próximo álbum? Quando nós vamos fazê-lo? Nós vamos tirar umas férias? Isso tudo está no ar agora, mas ainda estamos no estágio de conversar sobre isso, e não de fazer.

O som já entra nessas conversas, que direções vocês gostariam de seguir, ou isso vem mais tarde no processo?

Entra, sim. Muito frequentemente você pensa em como certas coisas estão sendo recebidas no álbum anterior e você fala sobre o que você acha que as pessoas querem ouvir. E eu acho que é difícil para nós, às vezes, pois quando você faz a pergunta ‘Que tipo de banda nós somos?’, é muito difícil de responder. Todos têm opiniões muito diferentes sobre quais são as melhores músicas do Muse, algumas pessoas acham que é ‘Plug in Baby’, outras acham ‘New Born’, outras gostam de ‘Madness’, outras ‘Exogenesis’. E todas são músicas muito, muito diferentes. É muito difícil saber o que nós realmente fazemos bem. Mas eu acho que, de alguma maneira, nos mantém criativos, pois sempre fomos o tipo de banda que nossos álbuns são relativamente variados, basicamente desde o começo, e foi ficando cada vez mais, então estamos numa situação de sorte onde nós podemos expandir num álbum, pois eu acho que é isso o que as pessoas esperam de nós. Eles sabem que quando um álbum novo do Muse sai, não será igual ao ultimo. Vai haver algumas reviravoltas. Vai ser sempre um choque.

Talvez um dia nós não façamos isso. Talvez um dia nós podemos apenas fazer um álbum bem previsível do Muse, eu não sei. Mas muito disso é muito difícil de dizer até que você entre no estúdio. Eu sei que há músicas que você tem uma ideia bem clara da direção que você quer tomar, então você as ouve quando elas estão prontas e pensa ‘Nossa, como foi que ficou assim? Está totalmente diferente de quando começou’. E, às vezes, você tem uma música e é muito óbvio o que deve ser feito e você vai para o estúdio e faz tudo em cinco tomadas e já está pronta para a mixagem. Eu acho que nós sempre mantivemos a mente aberta quando estamos em estúdio e tentamos não nos comprometer muito com o que achamos que temos que fazer com muita antecedência.

Eu li que o Matt disse que você ‘traz o rock’ para o Muse. Você mantém a banda fundamentada no rock?

Eu sei que o Matt disse que eu sou quem mantém o rock, mas acho que é só o jeito que eu toco. É, provavelmente, por causa das coisas que eu ouvia quando era mais novo. As bandas que você ouve na época em que está aprendendo a tocar um instrumento são a chave para como seu próprio estilo vai funcionar no final. E eu acho que, na época que eu comecei a aprender a tocar o baixo, eu estava ouvindo muito Nirvana, Rage Against the Machine, Helmet. Bandas relativamente heavy metal. Embora eu não ouça mais muito dessas bandas, eu acho que elas ainda me influenciam. Então quando Matt tem uma ideia para uma música e eu vou e toco o baixo, eu toco do meu jeito. E isso significa que vai ser relativamente pesado.

A banda foi eleita, numa enquete da Gigwise, a favorita para ser headliner em Glastonbury no próximo ano. Isso poderia acontecer?

Eu não sei. Eu acho que seria mais ou menos na época em que estaríamos dando um tempo, ou talvez já estejamos de férias até lá. Mas a coisa com Glastonbury é que, quando acontece, é muito difícil de dizer não. Não interessa se você está no meio de uma turnê ou no meio de uma pausa de seis meses, sempre que tocamos em Glastonbury – seja encabeçando o palco principal ou tocando às onze da manhã no palco das bandas novas – é sempre maravilhoso. Há um sentimento com relação à ele que não acho que haja com os outros festivais. Só de ser parte dele, de poder estar lá e ver as outras bandas, particularmente se o tempo estiver bom, o que não tem sido muito frequente, sempre ajuda. É sempre muito difícil dizer não, se a oportunidade surge, como eu disse, é possível que estejamos no estúdio na época. Apenas não sabemos.

David Bowie ficou em segundo nesta enquete. O que acha que faz de vocês melhores do que Bowie?

Eu não acho que sejamos melhores do que David Bowie! Eu não acho que possa responder esta. É claro que é lisonjeiro, mas eu não acho que você possa colocar pessoas como nós e David Bowie na mesma enquete, sabe? Eu acho que pessoas que estão aí há tanto tempo quanto ele, você não pode evitar admirar. Continuar fazendo tantas músicas de sucesso depois de tantos anos é algo que a maioria dos músicos apenas sonha. Eu acho que, particularmente hoje em dia, música tem uma vida útil bem curta e, mesmo no período em que estamos juntos, que serão 20 anos no ano que vem, nós vimos tantas coisas virem e irem. Eu acho que qualquer um que esteja por aí há tanto tempo quanto ele e bandas como o U2, que teve uma carreira fenomenal que se estendeu por décadas, não acho que possamos ser colocados na mesma liga que eles.

Não ainda, de qualquer maneira.

Talvez daqui vinte anos. [risos]

Comments: 5

  • Jessyca Maria

    4 de agosto de 2013
    reply

    O Chris às vezes fala coisas que me intrigam… por exemplo “Para mim foi mais compor do que cantar, eu nunca gostei muito de cantar. Não era algo que eu particularmente queria fazer.” ou ” Talvez um dia nós podemos apenas fazer um álbum bem previsível do Muse, eu não sei.”, eu não sei bem como explicar, só sei que isso meio que me incomoda. O Chris nunca faz entrevista e quando faz fala esse tipo de coisa. Mas enfim, sei lá, talvez eu esteja sendo mente fechada, não sei…

  • Adélia.

    7 de agosto de 2013
    reply

    Acho que geralmente o integrante mais quieto da banda acaba sendo meio que o que fala as frases mais ‘enigmáticas’ ou com ‘duplo sentindo’, se foi isso que você interpretou. Acho que ele ter cantado e escrito “Save Me” e “Liquid State” foi incrível, ele tem a voz incrível e eu acho que ele disse o que ele disse sobre cantar – ‘algo que eu particularmente queria fazer’ – porque é o Matt que escreve e arranja as letras para a banda e eles quiseram fugir disso e deu muito certo. E acho que a história do álbum bem previsível do Muse é quase que um comentário irônico, pois Muse nunca foi e nunca será uma banda previsível, se eles fizerem um álbum muito óbvio ou com uma sonoridade não muito diferente dos anteriores, significa que tem alguma coisa errada. Ele fala pouco mas ele também diz coisas divertidas, ele fala de sua vida pessoal, os integrantes mais quietos acabam sendo os que mais facilmente se abrem sobre sua vida pessoal. O Matt também, mas ele é um tímido não muito típico inglês. Acho que o que mais me surpreende a respeito do Muse é que eles tentam manter o pé no chão, na realidade mas quando eles fazem música, é a falta de gravidade e as realidades paralelas e teorias da conspiração. Mas eles são humanos, como todos nós. Falar uma coisa ou outra que causa preocupação é meio que a condição humana, eu acho… 🙂

    • Jessyca Maria

      7 de agosto de 2013
      reply

      Ele disse: “Não era algo que eu particularmente queria fazer.”

      • Adélia.

        13 de agosto de 2013
        reply

        Desculpa, eu esqueci de escrever o ‘não’… Meio século depois eu vi… Obrigada pelo toque! 🙂

  • Aaron

    7 de agosto de 2013
    reply

    “Mas a questão é que, não importa o que você faça, sempre tem um monte de gente que quer ouvir uma b-side louca que você nem lembra como toca. ”

    Tapa na cara da sociedade, ausjaushas.

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