Tudo sobre a banda britânica Muse formada por Matt Bellamy, Dom Howard e Chris Wolstenholme.

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Muse no Rock in Rio 2013: EU FUI!

A um mês do show do Muse no Lollapalooza Brasil 2014, estávamos relembrando sobre como tinha sido o momento épico – para muitos, o melhor dia da vida – marcado pelo show do Muse como atração principal do dia 14 de Setembro de 2013. Decidimos escrever alguns relatos pessoais da equipe do Muse BR para que vocês tenham alguma idéia de como é se sentir a expectativa de viajar e ir em um show do Muse, muitas vezes pela primeira vez, ou se identificar com o momento que vivenciamos juntos (:

 

Lucas Marinho

Ir ao Rock in Rio com 16 anos de idade e sozinho foi de fato uma experiência única pra mim. A decisão de ir para uma cidade que nunca tinha ido antes foi arriscada, mas eu sabia que valeria a pena: eu iria ver Muse.

Lucas Marinho

Lucas Marinho

Cheguei no Rio de Janeiro na sexta-feira pela manhã e fiquei esperando os membros da banda no aeroporto, não consegui vê-los mas consegui ver e falar com o Tom Kirk, amigo, editor de vídeos e que acompanha sempre a banda (muito simpático com os fãs presentes). Bem, vamos logo ao dia do show. Cheguei bem cedo à Cidade do Rock, cheguei por volta das 06:00h da manhã com um grupo de amigos. Hora foi passando,  pernas cansando, calor aumentando, ansiedade insustentável. Por volta das 11:00h comecei a andar pela fila já grande distribuindo as folhas para o nosso flashmob, reconheci alguns musers e fui perguntado algumas vezes “É do Muse BR?”.  Esse reconhecimento foi bem legal.

Depois de algumas horas entrei na Cidade do Rock, me perdi dos meus amigos e encontrei outros lá dentro, a hora do show tava começando. Mais algumas horas em pé e de repente as luzes apagam –BOOM- começa uma queima de fogos incrível. O Capital fez um show legal com o vocalista bem empolgado –cara, do caralho-. O Thirty Seconds fez um show bem performático e me agradou bastante. Quando tava perto do começo do show da Florence teve um empurra-empurra bem pesado onde eu tava, aproveitei meu tamanho e consegui ir mais para a frente e para o meio do palco. Florence e me emocionou bastante, na última música comecei a chorar, o momento que mais esperei estava chegando, poucos minutos para Muse.

Os minutos eram poucos para o show,  comecei a passar as folhas para o flashmob para trás, conheci uma pessoal bem legal e fiquei bem próximo do palco. Pronto, local bom, companhia boa e todas as folhas devidamente distribuídas. Era só o Muse começar…e começou.

Eu simplesmente não conseguia –e ainda tenho dificuldade- acreditar que eram eles ali na minha frente, eu não cantava a música, eu gritava ela, não só a letra, o instrumental também. O que me deixou MUITO surpreso foi que o público todo estava cantando e pulando, dava pra saber do primeiro minuto que seria um dos melhores shows do festival e da banda. Me emocionei em todas as músicas, mas em Madness o choro foi sério. No começo da música eu gritei “AS PLACAS!!! AS PLACAS!!!” e no “I need your Love” não deu outra: muita gente com as placas levantadas. Foi um momento lindo e único para os fãs e para a banda. Fiquei realizado em fazer parte da realização disso, não existem palavras suficientes para agradecer a todos que levantaram, o show foi lindo, melhor experiência da minha vida até agora. Muse é a melhor banda do mundo ao vivo de fato, o brasileiro é o melhor público que uma banda pode ter e o Rock in Rio conseguiu juntar os dois.

Musers unidos na fila!

 

Jonathan Araújo

jonathan

Jonathan Araújo

Este foi meu segundo show do Muse, após longos 5 anos de espera desde as belíssimas apresentações que a banda fez no Brasil em 2008 no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. O show marca também meus 5 anos de Muse BR, que começou com uma ideia simples de 3 fãs que se encontraram no saguão do hotel em Brasília e decidiram, alguns dias depois, criar um site que tivesse como objetivo, divulgar a banda pouco conhecida no país. Mesmo inicialmente com pouquíssimos acessos e diversas mudanças de membros da equipe, conseguimos crescer e hoje somos o maior divulgador de eventos e notícias sobre a banda no Brasil.

Chegada ao Rio de Janeiro

Cheguei no Rio de Janeiro na quinta feira para poder curtir um pouco meu amado Rio de Janeiro, cidade onde eu nasci mas devido mudança para Brasília, pouco frequento. Fiquei hospedado em Copacabana, num apartamento com a família do fundador de nosso site (Steffan Martins), Lays, Henrique e Cris da equipe atual e mais alguns amigos. Foram bons passeios em Copacabana.  Por um azar do destino, não entrei no Pub onde Matt, Kate e Dom estavam no mesmo horário em que eu passava pelas ruas da Lapa na sexta a noite.

Jornada rumo à cidade do rock

Dia 14, o tão esperado momento. Acordamos relativamente cedo, compramos comida e muita água para agüentar o dia que seria longo e muito quente. Mesmo com uma boa quantia de ônibus  para o terminal mais próximo da Cidade do Rock, decidimos ir de Taxi devido ao conforto e divisão de valores que deram praticamente o mesmo valor.

Este foi meu segundo Rock in Rio, mas da outra vez fiz um caminho diferente. Desta vez, pareceu mais burocrático chegar até o local. Ao chegar, fui realizar a retirada do meu ingresso tranquilamente e sem filas. Já para entrar nos portões, a história era bem diferente. Por sorte, tínhamos amigos que saíram mais cedo e nos encontramos em uma posição privilegiada bem no início da fila. Fizemos muitas amizades e conhecemos fãs de outros estados a qual tínhamos contato apenas via grupo no facebook.

Dentro do Rock in Rio

Após cerca de 2 horas e meia de viagem mais filas e revistas, finalmente entramos na cidade do Rock. Eis então que alguns membros do nosso grupo ficam em um dilema: curtir os eventos da rock street e tantas outras atrações ou buscar um bom lugar na grade?

Sem dúvidas, insisti na primeira opção. Não acho saudável perder um evento tão grandioso apenas para ficar na grade e devido ao público diverso, eu tinha minha esperança e estratégia de como alcançar um bom lugar à noite sem precisar sacrificar o dia todo.

Alguns amigos curtiram os estandes de pintura facial, mas infelizmente este ano não disponibilizaram a foto 180º, que pra mim, foi uma das atrações mais incríveis do Rock in Rio passado. Um ótimo ilusionista na Rock Street divertiu bastante nosso grupo durante várias horas do dia. As atrações foram excelentes.

Lays, John e Cris do Muse BR curtindo juntos o festival!

 

Cristina Renó

Cristina e seus três amores (:

A espera não foi fácil; mais de dois anos desde o último show. E nem posso dizer que foi um ‘shoooow’, já que eles estavam fazendo a abertura para o U2 e o set foi de apenas oito músicas. E daí que eu fui aos três shows que fizeram? É claro que eu queria mais.

A antecipação também não; mas quando se fala de Muse, sei que o show vai ser épico seja como for. A presença de palco, a desenvoltura, a perfeição na execução das músicas são características da banda.

Quando foi confirmada a vinda de uma das minhas bandas preferidas para o Rock in Rio, é lógico que fiquei feliz, mas não posso deixar de dizer que fiquei apreensiva, afinal é um Festival de grandes proporções que acontece numa cidade desconhecida por mim. Fã que é fã sonha com show solo! Por outro lado, era o Rock in Rio. Rock in f*cking Rio! Que tipo de pessoa seria eu se eu não quisesse fazer parte do Rock in Rio? Certamente o tipo de pessoa que eu não quero ser.

Sempre que há algum show ou festival, há também a expectativa de se encontrar com aqueles amigos que moram muito longe, que você só conversa pela internet, mas são igualmente fãs das mesmas bandas. Os amigos de shows e festivais. Os amigos que você ama de longe, mas que não vê a hora de poder encontrar, abraçar, pegar e ouvirem juntos as músicas que vocês mais adoram e conversar sobre elas.

Por tudo isso, esperar pelo Rock in Rio foi uma experiência muito boa. Melhor que isso, sabe o que? Foi viver o Rock in Rio! Foi chegar à cidade do Rock, naquele calor de 238576°C, encontrar meus amigos musers, olhar o palco onde você sabe que dali algumas horas seus ídolos estarão levando você ao êxtase. Foi me perder de um grupo de amigos para logo em seguida encontrar com outro. Foi, também, me decepcionar por não ter conseguido ficar na grade e saber que o calor já tinha levado a melhor. O negócio foi, então, não me deixar abater e aproveitar o festival da melhor forma.

Enquanto o dia virava noite e o primeiro show do Palco Mundo, do Capital Inicial, começou, já senti os primeiros indícios da ansiedade sufocante que, eu sabia, seria a minha companhia o resto da noite. Senti, também, a decepção de tentar e falhar. Tentar assistir ao show o mais perto possível do palco. Falhar pois, numa combinação de gripe mal curada, calor e ansiedade em excesso, me senti mal e fui obrigada a sair do meio da multidão e assistir de um lugar mais afastado. Isto foi péssimo, mas às primeiras luzes, aos primeiros acordes de Supremacy foi simplesmente impossível manter o mesmo humor sombrio e ficar indiferente ao fato de que eles estavam ali, depois de tanta espera e ansiedade.

Em todos os outros sentidos (tirando aquele pequeno fato de eu não estar colada na grade, que geralmente é onde eu assisto aos shows), foi tudo tão perfeito que é difícil descrever. É difícil traduzir em palavras aquele momento em que seu coração transborda, você se arrepia todo e parece que você vai explodir de alegria pelo simples fato de sua banda amada estar ali, tocando as músicas que você ama. E passei o show inteiro neste estado de espírito. Alimentando-me daquilo. Extasiando-me. Deslumbrando-me. Vez ou outra acontecia de eu me dar um ‘beliscão mental’ e pensar “Estou mesmo aqui? Não é um sonho? Está realmente acontecendo?” e ficar feliz por não acordar.

Sem dúvida, ver aquela multidão em coro, e ainda por cima fazer parte dele, foi uma das coisas mais legais que já presenciei.  Mas nada se compara à emoção que senti ao chegar em Madness e ver que o flashmob que organizamos com tanto carinho se concretizou de maneira tão linda. Foi tão emocionante que conter as lágrimas foi algo que nem me dei ao trabalho!

Nas primeiras notas de Man With the Harmonica, a intro de Knights of Cydonia, o hino muser, tocada na gaita pelo baixista Chris, sabia que era o início do fim e, embora cansada, ainda não estava preparada para ele. Dizer adeus para algo que você ama muito nunca é fácil, por isso ao fim do show a sensação da famosa ‘depressão pós-show’ já estava estabelecida. Depois de a banda deixar o palco, os fogos de artifícios acabarem e as luzes se apagarem, só me restou olhar nos olhos de meus amigos e ver que estavam tão bestificados quando eu. Que show! Que show! Caramba!

O sentimento da volta para casa é sempre inversamente proporcional àquele que você sentiu durante o show. O caminho de volta foi triste e mais triste ainda era saber que eu estava a mais de 500 km da minha casa. Felizmente, a boa organização me fez chegar ao meu destino com relativa rapidez.

No dia seguinte ao show, me plantei na porta do hotel da banda na esperança de um encontro, uma foto, um autógrafo. Depois de quase seis horas de espera, de pé, no calor carioca, sem me sentar, nem mesmo encostar, sem beber ou comer e até mesmo sem dormir direito, não consegui encontrar a banda. Ganhei o dia por ter me encontrado com Tom Kirk, produtor de vídeo e amigo de longa data deles. Muito simpático, conversou comigo por alguns minutos. Falamos sobre o flashmob, sobre o show da noite anterior e sobre o Absolution, que fazia aniversário. Obviamente, fiz questão de mostrar minha tatuagem, que ele adorou.

Até agora, mais de quinze dias depois de tudo, ainda tenho a sensação uma experiência surreal. Ver fotos e assistir vídeos é uma necessidade. Lembrar-me de tudo, com o coração explodindo de saudades, é um sentimento difícil de conciliar. Nós, fãs, somos ávidos. Sempre sedentos por MAIS. Não, não queria que o show acabasse. Sim, quero outro show, já que aquele acabou!

A única coisa que consegue amenizar a dor da depressão pós-show é esperar pelo próximo,  então tudo o que eu consigo pensar agora é “VOLTA, MUSE!”.

ABRIU OS PORTÕES! CORRE! #RockInRio2013

 

 Rick

Setlist do Muse no RIR 2013

Setlist do Muse no RIR 2013

Infelizmente, não tem muito que eu possa falar sobre estar em um show do Muse, não diretamente… Embora já tinha ido ao show de abertura deles para o U2 em 9/4/2011 e tenha ficado bem pertinho do palco.

Para quem não sabe, eu estava lá na cabine da Globo, monitorando todo o show junto com a equipe de transmissão da Multishow e prestando todo o suporte que um fã pode dar (: Os nomes das músicas (eles não sabiam nada de Muse hahaha ), todas as curiosidades que foram transmitidas durante a exibição na Globo, foram pesquisadas e publicadas por mim, também (proporcionei momentos de humor e novidades na TV, tanto para os fãs quanto para os curiosos). Não fiquei muito longe, na verdade. Estava bem do lado do palco, e prestar um serviço aos fãs já era o suficiente pra mim. Pelo menos, para amenizar, consegui uma cópia do setlist e mantenho como tesouro <3 Que venha o Grand Metropole e Lollapalooza! Dessa vez, pelo menos, na grade e bem apresentável nas câmeras do Multishow 😀

Acabou o Rock in Rio mas não a festa (:

Acabou o Rock in Rio mas não a festa (:

 

Obrigado a todos pela leitura, e fiquem sempre atentos no Muse BR!!!

Comments: 7

  • Cris_of_Cydonia

    5 de março de 2014
    reply

    Aw, que fofo! O Rick postou minha fotenha com meus pimpolhos <3

    E adorei o post. Estava esperando para ler a resenha dos outros também!

    • Rick

      5 de março de 2014
      reply

      Sim, acho super linda essa foto <3 Obrigado Cris, os relatos todos ficaram lindos mesmo kkkk as fotos também!

      • Jessyca Maria

        5 de março de 2014
        reply

        Parabains Rick, ficou delicia cara :3

  • Jessyca Maria

    5 de março de 2014
    reply

    “Não acho saudável perder um evento tão grandioso apenas para ficar na grade e devido ao público diverso, eu tinha minha esperança e estratégia de como alcançar um bom lugar à noite sem precisar sacrificar o dia todo.” = Mi. Mi. Mi.

    • Rick

      5 de março de 2014
      reply

      kkkkkkk que nada. Pretendo grade no dia do Muse, e deixo pra passear no festival no dia do Arcade Fire (:

  • thypson_bellamy

    5 de março de 2014
    reply

    Nossa demais, gostei das experiências, já posso me sentir em uma dessas…

    • Rick

      5 de março de 2014
      reply

      Foi lindo, obrigado :3

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