Tudo sobre a banda britânica Muse formada por Matt Bellamy, Dom Howard e Chris Wolstenholme.

Instagram Facebook Twitter

[TRADUÇÃO] AS 10 MÚSICAS MAIS ABSURDAS E INSANAS DO MUSE

Enquanto o álbum novo não vem, vasculhamos o vasto arquivo de músicas do Muse para selecionar as dez criações mais loucas do trio até hoje, por ordem de insanidade.

 

 

10 – Exogenesis Symphony (Parts 1, 2, 3)

 

 

Em alguns momentos, o quinto álbum de estúdio The Resistance foi a extremos tão remotos no rock progressivo que ficamos com medo que o Muse nunca mais voltasse. Felizmente, a banda evitou o desastre completo com faixas como esta, uma peça de 13 minutos, dividida em três partes, que nunca chega a ser menos do que absurda, no melhor sentido da palavra.

 

 

9 – Take a Bow

 

 

Ninguém sabia muito bem o que esperar de Black Holes and Revelations, o sucessor do álbum que trouxe sucesso comercial para o Muse, Absolution. Take a Bow já chega deixando claro a que veio: sintetizadores celestiais, distorções de baixo vulcânicas e a voz vertiginosa de Matt Bellamy, que dramaticamente informa um inimigo não-identificado que ele deverá “pagar por seus crimes contra a Terra”. O mesmo de sempre então, mas desta vez em nível interestelar.

 

 

8 – Hyper Music

 

 

Um surto, rebento de Origin of Symmetry, essa faixa é um foda-se para as leis do rock e do bom senso, com sua profusão de riffs inflamados que mais parece uma criança de três anos se divertindo em uma piscina de bolinhas satânica. Uma fusão depravada de frock-rock e synth-punk à la Brainiac, ela é o atestado mais antigo da habilidade do Muse em misturar pop e heavy metal sem sacrificar a fúria ou a complexidade do último.

 

 

7 – Darkshines

 


Suave, mas não menos intrigante, Darkshines destoa do festival de space-opera que é Origin of Symmetry com dedilhados de guitarra espanhola e uma linha de baixo R&B no estilo de “The Thong Song” do Sisqo (que no Brasil virou o funk “Já é sensação” do Furacão 2000), e 70 segundos depois, entra com um solo de guitarra que parece ser feito com 1000 kazoos. Foi um precursor bem excêntrico dos experimentos funk-metal que viriam nos álbuns posteriores.

 

 

6 – Follow Me

 

 

A que ponto chegamos? Os fãs de Muse não se surpreendem mais com vocais operáticos e letras grandiosamente esquisitas. Mas quando vemos o trio abandonar qualquer pretensão de ser uma banda de rock e chafurdando na música eletrônica em Follow Me, até os instrumentos parecem surpresos, com os sintetizadores arpejados, backing vocals espiralantes e caixa atolada de reverb sendo engolidos por um buraco negro supersônico.

 

 

5 – Space Dementia

 

 

Entropia e complexidade andam de mãos dadas no Planeta Muse, e em Space Dementia a banda se revela mestre da arte do caos. Pratos de bateria vibrando, piano e som de zíper abrindo e fechando, enquanto o vocal alienígena do Matt abre um caminho sombrio para o refrão sobre uma estação espacial deserta.

 

 

4 – Unsustainable

 

 

Unsustainable é o verdadeiro pico da fase quase-política imperial do Muse. Depois de uma introdução tensa de um minuto, uma repórter vem explicar como o princípio da termodinâmica – que enuncia sobre o caos que se instala na escassez de recursos – pode nos ajudar a compreender nosso colapso econômico. Segue-se um bombardeio de efeitos eletrônicos irregulares que se misturam de maneira errática com quedas de dubstep e crescendos típicos do progressivo, em que mal se ouve a voz de um robô triste repetindo o título da música como uma maldição.

 

 

3 – Supermassive Black Hole

 


O Muse nunca teve receio de admitir seus planos de dominar o mundo, mas ninguém estava preparado para essa alarmante guinada para o pop. Principal single de Black Holes and Revelations, SBH mistura batidas sincopadas, falsetes e versos de metal funk para criar um som completamente diferente, a anos-luz de distância dos hinos Time Is Running Out e Hysteria.

 

 

2 – Panic Station

 

 

Tirando a segunda colocação de sua prima mais velha bizarra-funk, este single de The 2nd Law é tão brilhantemente extravagante que beira a autoparódia. Mas isso é o que deixa o Muse divertido, certo? Se Panic Station ultrapassasse ainda mais os limites do razoável, estaria na estratosfera, que é onde vive a maioria das músicas do Muse, de qualquer maneira.

 

 

1 – Knights of Cydonia

 


Completa com videoclipe cheio de detalhes fantásticos – cowboys a cavalo, hologramas, pistolas de raio laser, uma Estátua da Liberdade abandonada – Knights of Cydonia é o equilíbrio perfeito entre genialidade e insanidade. Em seis minutos intermináveis, mas que pedem muito um replay, a música faz graça da pose dramática das bandas de rock que vivem em busca de atenção, e a transforma em uma odisséia cyber-pop tão impressionante e triunfantemente absurda, que faz você renunciar o seu bom senso para sempre.

 

 

Enfim… O que acham? Dá para deixar de fora da lista Survival, com aquela letra risível, com aqueles tenores e sopranos agudíssimas ameaçando “You were warned and didn’t listen”? E como esquecer “You Fucking Motherfucker” e “Execution Commentary”? Poxa, NME. E para completar, essa ousadia de comparar o baixo do Chris com a batida do Sisqo. Como sempre, Muse e NME, uma relação de amor e ódio. Eles só não aguentam ficar sem falar de Matt e cia., mesmo no período de espera pelo novo álbum!

 

 

62316_tribune_muse_small

 

 

Fonte : NME

Written By

Super Drone da Tradução, nerd e fã incondicional.

Leave a Comment

%d blogueiros gostam disto: