Tudo sobre a banda britânica Muse formada por Matt Bellamy, Dom Howard e Chris Wolstenholme.

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[TRADUÇÃO] MATT BELLAMY PARA A ESQUIRE

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Desde 1994, Bellamy tem uma banda com o baixista e tecladista Christopher Wolstenholme, e o baterista Dominic Howard que formam o Muse. Eles venderam mais de 15 milhões de discos, e este mês lançam ‘Drones’, seu sétimo álbum de estúdio, que gravaram em Vancouver.

“Desde que eu era menino, eu me atraia muito por música e a literatura. Me parecem dois universos paralelos que são capazes de ampliar teu mundo da forma que você quiser. Eu havia me encantado também em ser escritor, mas, desenrolar uma história, concentrada em um álbum, me pareceu a atividade ideal. Acredito na expressão artística tanto quanto na ciência, e o processo espiritual que formam um ser humano. Me chama a atenção o nível de extravagância que o rock pode permitir, sem nenhuma reserva.

mattt3Queen é um bom exemplo. Em termos gerais, o rock progressivo e sua combinação com elementos orquestrais, é uma mostra de seu legado musical apaixonante. Também, tudo o que é relacionado com a ciência, ficção, e essas histórias que tem a ver com as teorias da conspiração. São temas que me têm empurrado a saber um pouco mais, e a entender em que consiste o maquinário de poder, que trata de definir o rumo deste planeta.

“Os concertos se encerram em momentos surrealistas. É uma loucura ser testemunha de um coro formado por uma multidão. É bom manter o equilíbrio entre esses instantes e os que correspondem a solidão, e ao exercício da composição.

“O respeito que tenho a audiência, não se baseia em fazer um álbum que as pessoas esperam — porque isso nos levaria a uma complacência que nos subestimaria — e sim, em tratar de evoluir com novas canções que façam a experiência mais profunda, sem cair nos mesmos moldes que já tínhamos usado antes.

‘Drones’ cria um cenário para motivar a reflexão. Não quero que pareça que sou pretensioso, mas trato de sempre ter presente a função da arte em qualquer âmbito. Uma peça artística, como uma canção, deve te dar algo para alimentar sua alma. Não se trata de ser paranoico, e sentir-se vigiado todo o tempo, e sim de manter o sentido comum, e não deixar que nos escape a essência humana. E não esquecer que somos uma comunidade, nem esquecermos do tema ambiental.

“Havíamos tratado de nos concentrar na potência da banda ao vivo. Agora o que intencionamos, foi nos concentrar no som da banda em termos de intimidade. E não é que agora o Muse soe de forma mais compacta, mas sim, mais pessoal.

“A experiência ao gravar este álbum, nos levou a encontrar outra classe emotiva. E todo ele, tem provocado que nos reencontremos com nós mesmos depois de estarmos juntos há mais de 20 anos.

“Eu gosto de explorar o lado escuro da humanidade, para tratar de compreender as atrocidades. A ambição desmedida é o que tem conduzido o mundo até este ponto. Em Drones, se explora crises ecológicas, e a perda da empatia que parece identificar cada vez mais a humanidade.

“O personagem que habita esta história, é um reflexo do que muitos de nós podemos pensar, e sentir diante deste cenário desolador que nos provoca desilusão. De que maneira podemos transformar nosso interior para que não seja reflexo do que acontece lá fora? É umas das perguntas por trás dessas canções.

“Quando vemos nos noticiários tudo o que acontece a nosso redor, às vezes é fácil perder a esperança, e difícil pensar na possibilidade de uma mudança. Não tenho a resposta, nem a solução para evitar que o mundo nos escape das mãos. Unicamente, estou seguro é da responsabilidade que cada pessoa tem, em todos os sentidos.

“Quando a maioria dos que habitam o planeta forem conscientes disso, haverá uma mudança que nos levará até uma direção distinta, e então poderemos devolver a importância a aquilo que de verdade deveria ter.

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“Vivemos dias em que sobrevoamos a capacidade tecnológica, sem que nos importemos realmente com as questões básicas ao nosso redor. Deveria ser mais importante o sabor da água que você bebe em qualquer lugar, do que preocupar-se com a qualidade do wi-fi.

“É desconcertante nos darmos conta do tanto que podemos nos chatear, quando não temos uma boa recepção de sinal de celular, porque cruzamos por uma área ruim. O que é mais importante agora? É assim que tem mudado a visão nestes tempos, e deveríamos fazer uma auto-reflexão para poder melhorá-la.

“No lugar de reforçar as ideias que nos têm levado muito longe em termos imediatos, do vórtice que consome nossas horas de cada dia, haverá que fazer um intento por equilibrar as tendências, e voltar a pensar em no que cada um deve fazer. Acredito que essa reflexão, sempre temos manifestado em nosso trabalho.

“Uma canção pode ter a capacidade de te levar numa viagem, e esclarecer tuas ideias. Por isso nos encanta o que fazemos; graças a isso, encontramos o que pode ampliar nossos horizontes como seres humanos, e como artistas. Somos sortudos ao não querer fazer outra atividade que não seja esta.

“O feedback dos nossos fãs é fundamental. Assim, podemos comprovar que é possivel promover un pensamento diferente. Temos a oportunidade em nossas mãos, de mudar as coisas até um caminho mais consciente.

FONTE : Esquire

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Drone trilingue de inglês, francês e espanhol, raptado de outro dono e caçador de notícias nível expert. Programado para ser extremamente educado e gentil.

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