Tudo sobre a banda britânica Muse formada por Matt Bellamy, Dom Howard e Chris Wolstenholme.

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ORIGIN OF SYMMETRY AO INFINITO E ALÉM

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Em menos de dois anos após do lançamento do Showbiz, o Muse ressurge com seu segundo álbum. Lançado em 17 de Julho de 2001, ORIGIN OF SYMMETRY foi o grande ponto de partida da banda na sua ascensão ao sucesso. A maior parte das músicas desse álbum foi escrita durante a turnê de Showbiz e as gravações foram feitas no Ridge Farm Studios em Surrey e na Real World Studios em Wiltshire, além de algumas sessões no famoso Abbey Road. O título do álbum vem do livro Hyperspace, escrito pelo físico teórico Michio Kaku. O livro fala sobre a futura descoberta da supersimetria chamada “The Origin Of Symmetry”,  em clara referência à de Charles Darwin com “A Origem das Espécies”. De acordo com Bellamy:

 

“Todo mundo está escrevendo sobre a origem da vida, no entanto eles vão começar a olhar para a origem da simetria, pois há uma certa estabilidade no universo e para  descobrir onde se origina tudo, e a partir daí será conclusivo dizer se Deus existe”.

 

Caracterizado por riffs bem trabalhados, o álbum apresenta sonoridade mais obscura do que o que a banda havia apresentado anteriormente.  Novos instrumentos foram incluídos na gravação das músicas, como órgão e mellotron, além de notar-se mais ousadia nos falsettes de Matt Bellamy. As guitarras distorcidas e o ritmo contagiante de Plug In Baby fizeram dela o primeiro single a ser lançado. New Born, Bliss, Hyper Music e Feeling Good vieram em seguida. Esta última, escrita por Anthony Newley e Leslie Bricusse para o musical The Roar of the Greasepaint – The Smell of the Crowd, ganhou efeitos como a voz de Matt no megafone e o baixo de Chris numa levada mais Jazz que nunca antes havia sido apresentado pela banda.  O álbum garantiu à banda a certificação de platina no Reino Unido e foi bem recebido pela crítica e pelo público.

Dentre as músicas do álbum, destacam-se como preferidas dos fãs:

 

New Born

A música fala sobre a evolução da tecnologia e de como ela pode sair do nosso controle, já que está se desenvolvendo de maneira muito rápida. Em sua primeira estrofe “Link it to the world, Link it to yourself”,existe um contraponto com esse medo iminente de que a tecnologia nos domine, onde a mente não mais dependa do corpo físico para operar. O piano incessante no início da canção a faz crescer progressivamente, com a introdução do baixo e a distorção da guitarra, com riffs amados pelo público.

Plug In Baby

A guitarra estridente logo no início já nos impressiona pela habilidade instrumental e à partir dela podemos notar a forte presença do baixo e a personalidade rítmica que a bateria traz à canção. O ritmo contagiante chega a seu ápice no refrão que conquistou multidões e continua nos falsettes que levam à estrofe e riffs finais. Assim como New Born, Plug In Baby também trata do caminho da evolução tecnológica, com foco na perda da individualidade.

Citizen Erased

Essa música é uma das que se tornaram clássicos na história do Muse. Super bem trabalhada, ela é descrita pelo Matt como “uma expressão do nosso sentimento com relação aos questionamentos que nos são feitos”. Realmente ao ouvi-la, podemos perceber na entonação e na performance do Matt a ânsia por libertação das cobranças que os questionamentos nos geram. A transição do início marcante com guitarras pesadas para um final mais melódico com introdução do piano é o ponto alto dessa obra-prima.

 

 

Artes do Encarte

 

Em uma entrevista de 2001, Matt disse que os trabalhos são “uma coleção de 14 artistas que receberam todos o mesmo título, de modo que, mesmo que sejam radicalmente diferentes em estilo, você percebe que existe um tipo de continuidade através das percepções diferentes sobre o mesmo tema”. O logo do Muse na fonte Helvética que aparece em OoS e o logo na fonte Frutiger como nos outros lançamentos. A capa do álbum mostra uma versão ligeiramente diferente do logo do Muse. Enquanto o logo regular usa a fonte Frutiger Black, esta versão alternativa está em Helvética Bold.

 

 

E o que há de mais doido nesta beldade?

 

– Ao lado do estúdio onde gravaram Bliss, New Born e Darkshines, o Muse encontrou cogumelos alucinógenos que foram consumidos prontamente, o que resultou numa pausa nas gravações para uma sessão de 4 dias numa banheira, com Matt a certa altura caindo no sono e ficando surdo de um ouvido.
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– Dom usou ossos de verdade na percussão de Screenager.
Screenager

 

– Feeling Good, na voz de Nina Simone, já era uma das músicas preferidas da mãe de Matt antes de eles gravarem o cover.
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– Space Dementia termina com o som de Matt abrindo e fechando o zíper da calça.
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– O nome do álbum veio de um livro bem nerd sobre teoria das cordas chamado “Hyperspace”, do físico americano Michio Kaku.

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– Matt enganou o vigário da St. Mary’s Church, em Bathwick, dando a ele uma letra de música falsa para convencê-lo a emprestar o órgão da igreja para gravar Megalomania.
Megalomania

 

– O álbum foi mixado nos famosos estúdio de Abbey Road, em Londres.

 

– Os sintetizadores de Bliss foram inspirados na trilha do game Top Gear, para SNES, muito popular nos anos 90 – A faixa bônus Futurism é a penúltima faixa do álbum na versão lançada exclusivamente no Japão.
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– Segundo a revista britânica NME, em 2011, as vendas do disco Origin of Symmetry aumentaram consideravelmente depois da apresentação da banda no Reading & Leeds Festival. De acordo com a publicação, as vendas aumentaram cerca de 436% em relação ao normal do disco, tornando ele ainda mais populares entre os fãs da banda.

 

 

Ceci e Te sobre Origin of Symmetry

 

Pessoalmente, tenho uma relação muito forte com o OoS. Foi o álbum pelo qual me apaixonei pelo Muse, pois através dele consegui contemplar a magnitude do talento desses 3 músicos incríveis. As músicas que mais me cativam são Citizen Erased, Screenager e Megalomania, que me conquistaram pelas letras intrigantes e sonoridade complexa. O álbum me toca de tal forma que sinto como se fizesse uma viagem diferente a cada vez que o ouço e, consequentemente, quando o ouço na vez seguinte consigo perceber e contemplar sua perfeição com outro viés.

 

 

Written By

Drone "Faz-Tudo" e disposta a (quase) tudo.

Comments: 1

  • Daniel Lucas

    20 de outubro de 2015
    reply

    Esse caras são de outro planeta simplesmente ñ toca musica mas sim escrevem hinos q marcam vidas ❤

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