[ENTREVISTA] PRODUTOR PERUANO REVELA DETALHES DA VINDA DA BANDA À AMÉRICA LATINA

Em entrevista ao site peruano Gestión, o produtor César Ramos, da Inmortal Procucciones, falou sobre todo o processo que envolve trazer Muse à América Latina, e ainda antecipou detalhes sobre a turnê que, antes de chegar ao Peru, também irá passar pelo Brasil! Confira aí os melhores momentos!

 

 

Desde quando você tenta trazer Muse ao Peru?
Há três anos. É uma das bandas que eu sempre quis levar para o [festival peruano] Vivo x el Rock. Mas a banda cresceu muito rápido nos últimos anos e sua produção ficou tão excepcional que desisti de imaginar a possibilidade.

 

Quando as negociações começaram?
Há um ano.

 

Por que demorou tanto?
Muse é uma banda que se apresenta o tempo todo. Eles não têm muito tempo livre na agenda e não costumam fazer turnês na América do Sul. Eles não vêm para a região há três anos. Mas desta vez tivemos a oportunidade porque eles são headliners no Rock in Rio, e surgiu a chance de organizar uma turnê latino-americana.

 

Você já tinha tentado trazer a banda antes?
Sim, várias vezes, mas nenhuma deu certo.

 

Existe uma grande expectativa por esse show.
Sim, vendemos mais de 15 mil ingressos em uma semana. É um som multigeracional. Fazem shows em estádio porque têm muitos fãs. No México, esgotaram os ingressos para dois shows que somarão 120.000 pessoas.

 

Então por que não fazer um show aqui em um local maior?
Queríamos o Estádio Nacional, mas no momento é muito difícil alugá-lo. Acho que para qualquer show. A FPF [Federação Peruana de Futebol] tem várias datas que entram em conflito com outros eventos.

 

Com os 12.000 ingressos vendidos até agora, o investimento feito pela sua produtora foi recuperado?
Não, mas falta muito pouco. Conseguiremos recuperar com aproximadamente 15.000. É uma banda com um show muito caro.

 

Quanto do investimento foi alocado apenas para o palco?
Entre 25% e 30%.

 

A banda impôs alguma condição para vir ao Peru?
Não, apenas que se respeite a produção. É por isso que demoram para responder. Antes que seja feito um acordo financeiro, eles precisam de garantia de que os aspectos técnicos sejam atendidos. Sua equipe de produção verifica se está tudo bem.

 

O que esse show inclui?
Em várias músicas eles cantam junto de algo que parece um robô ou um ciborgue gigante. Além disso, existe uma passarela bem longa, terminando em um mini-palco. A apresentação envolve muita tecnologia.

 

Haverá uma banda de abertura?
É muito provável. Isso precisa ser confirmado pela banda, pois são eles que aprovam.

 

São vocês que sugerem o artista? 
Sim, geralmente propomos de três a cinco alternativas. Houve casos em que eles não gostaram de nenhum.

 

O público peruano sempre critica as aberturas. Quais critérios são usados para escolhê-las?
Já aconteceu comigo de bandas de rock pesado preferirem abertura por um DJ. Às vezes as bandas não querem que seja outra muito parecida. Geralmente eles procuram algo diferente, mas isso varia.

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