Tudo sobre a banda britânica Muse formada por Matt Bellamy, Dom Howard e Chris Wolstenholme.

Instagram Facebook Twitter

Os depoimentos: Simulation Theory World Tour no Brasil!

Semana passada foi o aniversário de um aninho da última passagem de uma certa banda chamada Muse pelas terras brasileiras com a turnê Simulation Theory. Como a gente sabe, um show é feito pela banda em cima do palco, mas também pelos fãs que gritam, choram, cantam, pulam e entregam sua energia (e dinheiro!). Então, para celebrar essa dupla de shows espetaculares que recebemos, o MUSE BR traz aqui histórias, aventuras e depoimentos do melhor público do mundo: os brasileiros! Recebemos quase cem depoimentos, então tivemos que selecionar alguns para destacar aqui. Lá vai!

(Imagem do destaque por Gabriel Carvalho)


Começando com a Elaine Telles, uma das responsáveis pela bandeira do Brasil que foi parar nas mãos do Matt durante o show do Rock in Rio!

Já estava meses ansiosa pela oficialização dos boatos de vinda deles e quando soube que viriam no mesmo dia que Imagine Dragons e Nickelback, que eu também amo, eu achei que ia ter um infarto! Horas de fila e grade nunca valeram tanto a pena! A Gabi havia levado uma bandeira do Brasil, onde todos assinamos… nas várias tentativas de entrega, um segurança acabou ficando com raiva da bandeira caindo na cara dele e jogou pro outro lado, onde um garoto que não conhecíamos pegou, e conseguiu entregar nas mãos do Matt depois! Quando vimos a bandeira na mão do Matt e depois ele subindo no palco com a bandeira na cabeça, quase enfartamos kk Não fomos nós quem entregamos, mas só de pensar que nosso nome estava lá na bandeira, na cabeça do Matt, já valeu demais! ❤️ Melhor dia e melhor RiR! 😍


O Arthur Souto Nascimento viu Muse ao vivo pela primeira vez nesse Rock in Rio:

Essa data foi muito especial para mim, pois foi meu primeiro show internacional, primeira experiência em festival e a primeira vez que saí do meu estado. Lembro até hoje que em 2014 meu maior sonho era ver um show do muse com New Born, e aconteceu no Lollapalooza, e eu pensei “NUNCA MAIS VOU PERDER UM SHOW DO MUSE NO BRASIL!”, não fui em 2015 rs. Mas finalmente em 2018 tomei essa coragem e decidi ir ao RiR. Quando chegou o dia, eu estava extremamente ansioso e me senti um peixe fora do aquário, com certas experiências com muita gente sem educação, muitos insultos a bandas como King Crimson. Mas enfim, quando chegou a hora do Muse e esse povo vazou, chegou uma galera cantando o famoso “OLE OLE OLE 1000ZE”, foi a primeira vez que me senti em casa no festival. E por isso sempre falo que o momento pré show foi tão emocionante para mim quanto o show.


A Thalita Marques não só curtiu o show em São Paulo como ainda conseguiu um agradinho pro MUSE BR:

O show em SP foi absurdamente especial para mim, que estava desde 2013 sem ver eles (cada vinda da banda era um sofrimento kkkk). Fiz questão de aproveitar cada segundo do show, a arquibancada – que antes era pista – não me impediu de pular e cantar todas as músicas. Principalmente Showbiz! Saí do show e fui me encontrar com alguns musers e o sentimento naquela mesa de bar era o mesmo: a mais genuína alegria. No dia seguinte foi melhor ainda, fui até o hotel onde eles estavam e consegui dar um abraço no trio, deixei registrado esse lindo momento do Matt mandando um “Hi, Muse BR”. Uma forma que encontrei de agradecer o FC que acompanho desde 2009.


A Isis Oliveira arriscou perder partes do corpo e encarou os dois shows:

Com certeza 2019 foi o ano que mais cometi loucura por causa de BANDA: enfrentei uma maratona de 3 shows em 7 dias, RiR + viagem a SP + show no Ibira, com uma torsão recente no tornozelo.
RiR 6.10.19 – Fui pro Rock In Rio cheia de táticas e estratégias, desde escolher um canto de grade para proteger meu pé quanto optar a não ir mais pra frente após o Imagine Dragons. Essa posição me deu a vantagem de apreciar o espetáculo por inteiro, mas ainda conseguindo ver detalhes do palco B. Aliás, ver o Muse trazendo uma produção COMPLETA pra um festival brasileiro foi um surto (de alegria) à parte.

Bonus stage: Fasano RJ 7.10.19 – Corta pra Isis saindo da fisioterapia e seguindo DIRETO pra porta do Fasano, na esperança de vê-los mais de perto. Queria agradecer aos amigos do MUSE BR que insistiram pra que eu ficasse até a noite, Matt e Dom saíram umas 21h pra jantar e consegui meu Resistance autografado. Voltei pra casa em estado de CHOQUE, arrumei minhas malas pra SP ainda tremendo.
São Paulo 9.10.19 – Ainda sofrida das dores pós RiR, fui pro Ginásio Ibirapuera e reencontrei muitos amigos na fila. Já dentro da arena, fiquei chocada em perceber o quanto esse show teria a atmosfera intimista! Esse era meu 7º show do Muse na vida e quando percebi já estava na direção do microfone do Matt e a 3 pessoas da grade frontal, SOCORRO. A sensação de ver um dos seus ídolos musicais performando TÃO DE PERTO e ocasionalmente olhando NA SUA DIREÇÃO, PUTS. Desejo pra todo mundo. Eis que veio Pressure e eu decidi largar o f*da-se, podia sair desse show de ambulância mas ia pular sim! Me surpreendeu DEMAIS a habilidade dos dançarinos lidando com um palco menor, o espetáculo visual das luzes e telão… acabei tendo uma perspectiva COMPLETAMENTE DIFERENTE do que foi o RiR.O surto final veio com SHOWBIZ se concretizando, a galera toda canalizando a energia de 100 mil pessoas de noites atrás e botando naquele ginásio minúsculo, na moral: FOI ÉPICO. Quando acenderam as luzes finais, eu berrei internamente: MUSE, CONTE COMIGO PRA TUDO!


Você acha que curtiu o Rock in Rio? Imagina a Mariana Butie:

Fui pedida em casamento ao som de Madness no RiR ❤️


A Lívia Magalhães da nossa própria equipe também tem perrengue pra contar:

Saí do trabalho mega hypada e peguei o ônibus um dia antes do RiR. Cheguei ao Rio, fui pra Muse Party, e quando cheguei no hotel vi que tinha esquecido o ingresso. Dormi na rodoviária, peguei o primeiro ônibus pra minha cidade (1h e meia de distância só) e corri em casa pra pegar o ingresso. Consegui uma van pra Cidade do Rock e assisti todos os shows com meu pé queimado (12h trabalhando em pé em shopping era foda). Saindo do show, fui pra minha cidade virada, peguei uma dependência por não chegar a tempo de fazer uma prova e fui demitida porque não quiseram renovar meu contrato.


Muse no Ibirapuera foi o primeiro show da vida da Letícia Aparecida, que teve que armar um super esquema pra chegar na grade:

O show solo no Ibirapuera foi o primeiro show ao vivo que eu vi na minha vida, mas como eu deito demais pra essa banda, dei mais de 700 pau pra pegar a grade (com o dinheiro que tinha recebido por ter sido demitida pouco tempo antes) sem nenhum remorso nem medo. Só consegui arrastar meu namorado junto porque ele tinha uma viagem pra São Paulo marcada pra essa mesma época e porque ele, como universitário, podia pagar meia. Fizemos um malabarismo pra comprar os ingressos (eu transferi meu dinheiro pra ele e ele comprou os ingressos em uma loja física em Brasília), saímos eu de Santa Catarina e ele do Distrito Federal pra nos encontrarmos em São Paulo na casa da tia dele (detalhe: eu nunca havia pisado em São Paulo antes, nem conhecia essa parte da família dele), e no dia do show fizemos tudo ao contrário do que havíamos lido sobre passar o dia em fila pra show ao vivo: não dormimos cedo na noite anterior, não planejamos direito o que iríamos comer, passamos o dia à base de sanduíche de bisnaguinha, Bis e refrigerante de guaraná. Aí a entrada foi aquela coisa linda que só quem viveu sabe, tão bagunçada quanto o mundo em 2020 – e nisso eu me perdi do meu namorado, entrou um monte de gente na minha frente, eu achando que ia perder a grade (depois de passar o ano todo sonhando com ela) E que não ia achar meu namorado até depois do show (e sendo uma baixinha magrela de 1,60m que nunca tinha ido a um show grande na vida, a ideia era meio assustadora), e como se tudo isso não fosse suficiente, ainda deu problema pra escanear meu ingresso e eu quase nem consegui entrar por causa disso. Mas no final deu tudo certo, encontrei meu namorado guardando lugar pra gente na grade em frente à ponta da passarela (que era exatamente onde eu queria ficar, porque sabia que era por ali que o Matt ia passar em Mercy e eu sou muito tiete desse homem), e toda essa saga valeu a pena porque eu literalmente passei duas horas seguidas gritando histericamente, consegui pegar na mão do Matt em Mercy (até hoje eu tenho vontade de chorar toda vez que ouço essa música) e de quebra ainda conheci o Kaiser Chiefs, que se tornou uma das minhas bandas favoritas.

Foto por Danilo Oliveira Cruz

A Ellen Maria comprova: show bom é show em que você precisa esconder suas coisas no mato pra poder entrar.

No dia do show saí correndo do trabalho para chegar a tempo, quando me deparei com um aviso enorme de coisas proibidas como: garrafas, guarda-chuva, potes de vidro e etc, tudo que estava na minha mochila de jovem proletária. Bem plena, escondi tudo no mato atrás da grade com a minha mãe (ela também foi direito do serviço) e passamos novamente pela revista sob o olhar desconfiado da segurança. Já dentro, buscando o melhor lugar da arquibancada com a minha mãe, lembro do exato momento em que Muse entrou no palco, e cara… Que emoção eu estava estática chorando enquanto ria: EU ESTAVA LÁ!!! Vendo a banda que tanto amo ao vivo, o primeiro show da minha vida e sem dúvidas o que ficará marcado pra sempre! Nem preciso falar que eu fiquei entre o choro de emoção, não acreditando que eu tinha conseguido vê-los ao vivo, e êxtase ao dançar, cantar, pular tudo que eu tinha direito de fazer! No final eu estava tão boba e com o sorriso maior que o do coringa e de rosto vermelho que nem me toquei das coisas que tinha escondido no mato. E no final do show, estávamos lá com a lanterna do celular caçando nossas coisas kkkkkk foi INCRÍVEL esse dia. Eu amo MUSE aaaaah! ❤️❤️


A Raíssa Rossi viveu cada segundo do show em São Paulo:

Esse show foi muito especial para mim, poder escutar ao vivo músicas que marcaram a minha vida por anos foi uma sensação que não existe igual. E quando começou Showbiz? Hahaha fui à loucura. Fiz questão de aproveitar cada segundo, pulei, chorei, cantei, gritei e não queria que isso acabasse nunca!
MUSE é a melhor banda que poderia existir, e falo isso com toda certeza! Não há nada igual, nem uma voz, nem um baixo e nem uma bateria tão incrível quanto o deles. Só tenho a agradecer por esse dia maravilhoso, pelas luzes coloridas que o MuseBR pensou para The Dark Side, pela gritaria quando Murph entrou em cena ou quando tocou Showbiz, e até mesmo pelo Chris com a gaita mostrando que todo esse sonho estava prestes a se eternizar em nossos corações.
❤️ 1 ano de Simulation Theory em São Paulo, Brasil.


E, para terminar, a história mais triste do nosso compilado, cortesia do Pedro André:

Fui tentar puxar uma rodinha em KoC e quase me agrediram.


Puxa… Fica pra próxima.

Written By

Aqui tem informação! Tradução também. E umas coisas a mais.

Leave a Comment

%d blogueiros gostam disto: