Tudo sobre a banda britânica Muse formada por Matt Bellamy, Dom Howard e Chris Wolstenholme.

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As vozes na cabeça de Stephenie Meyer

Alguns devaneios sobre a inspiração: as vozes nas cabeças de Meyer e Collins.


A inspiração vem muitas vezes de lugares inusitados. Segundo a tradição, Charles Dickens foi perguntado se ele queria um twist de limão ou uma azeitona na sua bebida – ‘olive or twist’ – e, assim, ele teve a idéia do nome de um de seus personagens mais queridos (Oliver Twist).  Rowling se inspirou em um trem, a inspiração de Meyer veio em um sonho, e a idéia de Collins para os Hunger Games nasceu enquanto ela estava zapeando canais de televisão. Mas, depois do surto inicial de inspiração, um autor tem de sentar e escrever, muitas vezes, mesmo quando ele ou ela não quer, e é aí que uma marca diferente da inspiração vem: inspiração auditiva.

Muitos autores relatam que escutar certos tipos de música ajuda-os a escrever. Sharyn McCrumb, autora do best seller Appalachian, normalmente tem trilhas diferentes para os diferentes personagens em seus romances, e até mesmo produziu um CD de canções tradicionais ligadas aos livros. Suzanne Collins notou que ela prefere ouvir música clássica enquanto escreve, pois acha que as letras podem ser uma distração (e com a voz de Katniss em sua cabeça, realmente não há espaço para mais vozes, talvez). E, claro, Stephenie Meyer tem Muse, a banda que ela agradeceu publicamente pela inspiração e incluiu em muitas das playlists que ela posta em seu site. Muse é um grupo interessante. Como Queen, com quem eles compartilham alguns elementos estilísticos e quem eles citam como fonte de inspiração, Muse é uma banda com nome de uma figura feminina, uma vez que todos os membros da banda são homens. Além de ser um substantivo que descreve as nove senhoras encantadoras da mitologia, porém, a palavra “muse” é também um verbo para ‘refletir, ponderar’, e as letras de Muse certamente dão muito em que pensar.

De nenhuma maneira eu reivindico ser um expert em Muse, já que minha experiência com eles é principalmente a partir da música que tem sido utilizada em cada filme Twilight, a pedido de Meyer, mas que a música por si só é revelador de pensamentos sobre a inspiração. Momento da Confissão: Eu sou um nerd desesperado por trilhas sonoras. Quando as pessoas perguntam meus compositores favoritos, eu provavelmente direi que entre eles estão John Williams, Danny Elfman, Patrick Doyle, e, se eu estou me sentindo caridoso, James Horner. Eu tenho trilhas sonoras que vão desde as orquestrais (Jurassic Park e Star Trek First Contact são alguns dos melhores) até aqueles que são coleções de canções utilizadas em um filme (como Cold Mountain). Já que a trilha sonora de Eclipse sai hoje, este poderia ser um bom momento para dar uma olhada no grupo que inspira Meyer. Em particular, o seu single para a trilha sonora Eclipse ‘Neutron Star Collison’ é muito digna de devaneios. O vídeo, disponível no youtube, é uma coisa muito interessante que funciona em algumas das nossas discussões aqui. Minha frase favorita na canção: “Hail, the preachers fake and proud/Their doctrines will be cloud/Then they’ll dissipate like snowflakes in an ocean,”(Ave, os pregadores falsos e orgulhoso / Suas doutrinas serão nuvens / Então eles vão se dissipar como flocos de neve em um oceano), é acompanhado, no vídeo, com imagens dos Volturi, Jane, Alec , Demetri, e Felix. Considerando o papel dos Voluturi como a religião “ruim” de Twilight, a conexão é muito oportuna. Embora Muse aparentemente não tenha escrito esta canção apenas para Eclipse, funciona lindamente, pelo menos para mim. Com a introdução e a finalização ao piano, evocam as músicas de Edward e a letra altamente adequada, se ajusta muito bem à história, mas é claro, Muse esteve nos dois outros filmes (“Supermassive Black Hole” na cena do beisebol no “Crepúsculo” e “I Belong to You” no caminhão de Bella em Lua Nova).

Muse também parece combinar bem com Hunger Games. Seu hit “Uprising” poderia ser a música-tema para a rebelião Mockingjay, contanto que não se lembrem do vídeo estranho com a agitação dos ursos de pelúcia que, para mim, parecia um estratagema óbvio por parte da banda para evitar indicar exatamente contra o que todos deveriam lutar. Assim, é causa de ninguém! Acabem com os fascistas! Acabem com os pais! Acabem com o Capitólio! Vem até mesmo sendo utilizado nos trailers do novo filme de ação Knight and Day, que não parece especialmente revolucionário. Mas combina tanto com o Hunger Games (o álbum é o The Resistance), que me pergunto se Suzanne Collins é fã também, e só está mantendo suas cartas na manga, ou se alguns dos rapazes Muse foram a Panem. Esse negócio de inspiração é, claro, vai nos dois sentidos.

Se é a voz de alguém que conhecemos, ou uma canção ou álbum que define o tom, o som que escritores ouvem em nossas cabeças (ou fones de ouvido) pode ser um dos aspectos mais subestimado do processo da escrita.

Fonte: Hogwarts Professor

Comments: 1

  • Juuu.

    20 de outubro de 2010
    reply

    Naoo desista de lançar O SOL DA MEIA NOITE…. por favor? please

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