Tudo sobre a banda britânica Muse formada por Matt Bellamy, Dom Howard e Chris Wolstenholme.

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Saraiva: "Muse, o novo rei do rock britânico"

A Saraiva Conteúdo, portal da Livraria Saraiva, escreveu uma matéria contando um pouco da história do Muse desde seus primeiros anos até hoje. O redator da matéria nos autorizou a publicá-la aqui no fã clube, então, segue abaixo o material para leitura, e deixem seus comentários:

Por Humberto Finatti

Misturando estilos e abusando da grandiosidade ao vivo, o Muse lota estádios na Inglaterra e se prepara para voltar ao Brasil.

Era uma vez um garoto inglês baixinho, nascido em Cambridge, em 1978, e que começou a estudar piano aos seis anos de idade por pressão do pai músico. Mas logo o menino abandonou o instrumento e passou a tocar guitarra, aos treze anos. Três anos depois, Matthew Bellamy já tinha montado o Muse.

E talvez não imaginasse, à época, que quase duas décadas depois o grupo seria um dos maiores nomes do rock atual. Com seis discos de estúdio lançados até hoje, diversos prêmios musicais ganhos ao longo dos últimos anos e tocando já há tempos apenas para estádios lotados, o Muse é possivelmente o maior grupo britânico em atividade. E se prepara para desembarcar novamente no Brasil (onde já se apresentou por duas vezes) em setembro de 2013, quando irá tocar no festival Rock In Rio.

O trio (que é completado pelo baixista Christopher Wolstenholme e pelo baterista Dominic Howard) nasceu em 1994, no condado inglês de Devon. Mas o primeiro álbum, Showbiz, sairia apenas cinco anos depois e já por um grande selo (a Warner Music). {o Showbiz foi originalmente lançado pela Taste Media, e depois a Warner republicou o disco}

No entanto, foi com Origin of Symmetry, editado em 2001, que o Muse começou a ser notado pela imprensa musical e por um público maior. E foi também a partir desse álbum que o conjunto passou a despertar amor e ódio quase em proporções idênticas.

O som épico (e não raras vezes também grandiloquente e histriônico), quase “progressivo” e “espacial”, combinado com doses de eletrônica, e as letras do vocalista e guitarrista Matt (um obcecado por temas de astronomia e ficção científica) começaram a arrebanhar milhões de fãs no Reino Unido.

Ao mesmo tempo, os detratores da banda a acusavam de emular o som do gigante Radiohead, além de se incomodarem com o ego do trio, que aumentava à medida que o grupo se tornava mais conhecido e vendia mais discos.

“O Muse não só não é o novo Radiohead como está bem distante do tipo de som que o Thom Yorke [vocalista do Radiohead] faz”, analisa Rodrigo James, um dos editores do programa musical “Alto Falante”, que é levado ao ar pela emissora de TV Rede Minas. “Se alguma comparação se faz lógica é com o Queen, mas no sentido de que o Muse sempre quis ser uma banda de arena”, completa.

Júlio César Magalhães, músico que atua na cena independente paulistana, tem opinião parecida com a do jornalista mineiro: “No futuro, o Muse talvez seja lembrado com a mesma mistura de nostalgia e sarcasmo que hoje envolvem o reconhecimento das bandas que os inspiraram, como o Rush e o Queen”, afirma.

De fato, a partir de Absolution, lançado em 2003, o Muse procurou mudar sua sonoridade em alguns aspectos, para escapar das comparações com o Radiohead. Isso incluiu a adição de mais suingue e vocais em falsete nas canções, em um processo que culminou no trabalho seguinte, Black Hole and Revelations.

Lançado em julho de 2006, é o disco que catapulta a banda ao megaestrelato e faz o single “Supermassive Black Hole” estourar nas rádios do mundo inteiro, Brasil incluso. A essa altura, o trio já vende milhões de cópias de seus álbuns na Inglaterra e começa a se apresentar apenas em estádios gigantescos, sempre com lotação esgotada. Ao mesmo tempo, o grupo vai conquistando prêmios como o Brit Awards de melhor conjunto de rock (por dois anos seguidos). Mas Matt Bellamy ainda queria mais.

E esse “mais” veio com o lançamento do mais recente trabalho de estúdio, The 2nd Law, editado em outubro passado. O primeiro single do CD, “Survival”, foi escolhido como a canção oficial dos Jogos Olímpicos de Londres.

E ao apresentá-la na festa de encerramento dos Jogos, o Muse mais uma vez exagerou na grandiloquência do aparato ao vivo: pediu à produção do evento nada menos do que um coro de duzentas vozes para entoar trechos da canção. “O termo adequado para o Muse é ‘ingenuidade’”, teoriza e ironiza o músico Júlio Magalhães. “Eles são tão pretensiosos, arrogantes e autocentrados que terminam soando infantis e inocentes. Uma qualidade rara na era de falsa modéstia e cinismo total em que vivemos”, observa.

Ingênuos ou egocêntricos, o fato é que o Muse continua mobilizando multidões por onde passa – inclusive no Brasil, onde o trio tocou em 2009 {2008 na verdade} e em 2011, abrindo a última turnê do U2 por aqui.

A próxima visita será no Rock In Rio 2013, e os fãs brasileiros, imunes às opiniões dos que criticam o trabalho do grupo, aguardam ansiosos desde já a nova visita de Matthew Bellamy.

Frases entre { } não estão no texto original, leia a matéria original em Saraiva Conteúdo.

Comments: 10

  • muse neh kra rs

  • Luís Felipe

    13 de dezembro de 2012
    reply

    A gente vê as pessoas que parecem se incomodar com o quanto a banda cresce e continua nesse ritmo desenfreado, e o aspecto deles serem extremamente abusados é sensacional oque lhes proporciona uma performance absolutamente fod* ao vivo ( no aspecto de abuso eles lembram sem dúvida o grandioso U2 com sua imbatível estrutura ).
    O ponto que torna eles fantásticos é que conseguem misturar passagens únicas ( dando destaques sempre a todos os instrumentos ) com distorções e solos de chorar ( né Matt? ) combinado com a levada eletrônica e os falsetes e AINDA sobra tempo pra levar um show incrível ao mundo todo. E pra quem fala que a música ta perdida Muse ta ai né haha

  • Fernando

    13 de dezembro de 2012
    reply

    “o primeiro álbum, Showbiz, sairia apenas cinco anos depois e já por um grande selo (a Warner Music).”

    Mas o Showbiz não era da Taste?

    • Jessyca Maria

      13 de dezembro de 2012
      reply

      Pois é. A warner só aparece a partir do origin… mas foi um errinho simples – só que não ^^

  • Christyan Yury no Facebook

    13 de dezembro de 2012
    reply

    ^^

  • MiniMuser

    13 de dezembro de 2012
    reply

    só não gosto da Ideia do Rock In Rio 2013

  • Nicole

    13 de dezembro de 2012
    reply

    nossa, fazia tempo que não lia um texto publicado no Brasil dessa qualidade, quando nos referimos a Muse.
    achei legal que ele sequer citou Crepúsculo!!!

  • Viviane Araujo no Facebook

    13 de dezembro de 2012
    reply

    Maravilhoso!

  • Taty

    18 de dezembro de 2012
    reply

    Faltou falar sobre o The Resistance que foi um albúm de grande sucesso do Muse. Mas enfim, muito boa citação do Muse em um site brasileiro ^.^

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