Tudo sobre a banda britânica Muse formada por Matt Bellamy, Dom Howard e Chris Wolstenholme.

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[ENTREVISTA] CHRIS E MATT, LANÇAMENTO DE DEAD INSIDE

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ENTREVISTA COM CHRIS WOLSTENHOLME

 

Annie : Nós estamos com o baixista do Muse, Chris, na linha agora, tudo bom Chris?

Chris : Tudo bom, e você?

Annie : Muito bem, obrigada. Só estou um pouco triste por não ter ido a nenhum dos últimos shows! Tenho acompanhado tudo pelas fotos e notícias online, parece que vocês se divertiram muito nos últimos dias.

Chris : Sim, está sendo incrível, na verdade. Estamos com um caso sério de dor na nuca de tanto bater cabeça (risos). Você vê a plateia enlouquecida e começa a ficar louco também, é um círculo vicioso de energia. Na arenas eu acho que isso se perde um pouco, e nessa turnê estamos voltando a fazer o básico, um show de rock. Até falamos um pouco sobre fazer isso mais vezes. Nós gostamos de tocar em arenas, amamos fazer shows em estádios e festivais, mas com certeza tem alguma coisa que fica faltando, aí você volta a fazer shows assim, e sente essa relação forte com os fãs de novo… a gente sentiu falta disso, e não tinha percebido que sentia falta disso.

Annie : Sim, claro. Bom, essa foi a turnê Psycho, claro, nós tocamos a música aqui na semana passada, e hoje à noite vamos apresentar Dead Inside, que será o primeiro single, e a primeira faixa do álbum, certo? Então essa faixa é importante, é com ela que começa a história do álbum.

Chris : É o começo da história. E acho que muito mais do que em outros álbuns que fizemos, existe um desenvolvimento, uma personagem que atravessa uma jornada ao longo das músicas no álbum. Eu acho que o álbum fala sobre pessoas que perdem a esperança e ficam vulneráveis a forças obscuras, vulneráveis a lavagem cerebral e manipulação, o álbum fala muito disso.

Annie : Estou ansiosa pra ouvir o álbum todo, essa coisa toda me deixou bem interessada.

Chris : Foi um bom processo de composição, mas acho que o mais importante nesse álbum é que voltamos a ser uma banda de baixo, guitarra e bateria.

Annie : Muito obrigada pela entrevista. Sei que vocês tem o último show da turnê hoje à noite em Brighton, vocês passaram algum tempo na praia hoje ou ficaram “em concentração”?

Chris : Não, porque ficamos acordados até tarde ontem no ônibus.

Annie : É mesmo?

Chris : Nós não fizemos muitas viagens de ônibus nas últimas turnês, e acho que com toda a história de voltar às origens nessa turnê, estamos curtindo estar no ônibus de novo.

Annie : Vocês deviam arrumar uma van, então, pra ver se ainda cabem em uma (risos). Bom, é isso, tenha um bom show hoje à noite, muito obrigada por aparecer, mande lembranças ao resto da banda, nos vemos em breve com certeza. O single está fantástico, vamos tocar daqui a pouco.

Chris : Muito obrigado.
 
 
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ENTREVISTA COM MATT BELLAMY

 

Annie : Matt? Você está aí?

Matt : Hey! Sim, estou aqui.

Annie : Como vai?

Matt : Bem, e você?

Annie : Muito bem, estou curiosa para saber o que você e a banda acharam dessa turnê.

Matt : Ah, está sendo incrível! Muito, muito divertido, estou querendo tocar assim o tempo todo agora. Não tocamos em muitos desses lugares pequenos desde 2001, e a interação com o público tem sido inacreditável. Eles estão agitando muito mesmo, até suar, sabe? Dá pra ver o rosto de todo mundo, está sendo muito bom!

Annie : É, acho que quando você já tocou tanto em lugares enormes, tocar em lugares pequenos de novo deve dar um medinho, vocês não acharam?

Matt : (risos)

Annie : Vocês ficaram preocupados, ou não?

Matt : Na verdade, achei o contrário. Achei mais tranquilo, mais casual, dá pra improvisar mais, não dá tanto medo de errar. E aí você acaba arriscando mais, dá pra brincar mais. Mas o melhor é poder ver os rostos de todo mundo, até as pessoas no fundo, é legal ver os nossos fãs mais dedicados surtando com as músicas mais antigas e b-sides que estamos tocando, coisas que não tocamos há anos. Foi bom reencontrar essas músicas, sabe.

Annie : E como está sendo tocar as músicas novas?

Matt : Ah, sensacional! Essa música chamada Psycho que nós lançamos, eu diria que teve provavelmente a melhor recepção ao vivo que nós já vimos, sabe, desde o começo!

Annie : Uau. Impressionante.

Matt : É que vira um mosh pit gigante, do começo ao fim (risos), e as pessoas ficam cantando só o riff, ninguém canta a letra!

Annie : (canta o riff 0-3-0-5-0-3-0)

Matt : É, pára!

Annie : (risos)

Matt : É apenas um daqueles riffs baratos de casa. Nos soa como um cruzamento entre um burro e uma mula, o que quer que seja (risos), mas é apenas um daqueles riffs baratos que todos entendem e curtem imediatamente e é muito legal.

Annie : Meu Deus, Matt, vocês vão tomar o recorde de “Seven Nation Army” do White Stripes de riff mais cantado de todos os tempos?

Matt : (risos) É, a gente só destilou esse riff um pouquinho mais, para um formato ainda mais simples, com certeza.

Annie : Ah, ótimo! Que bom que está indo bem. E hoje é o grande encerramento da turnê, foi bem pensado lançar o single, e começar seu álbum novo hoje, no último dia da turnê.

Matt : É isso aí!

Annie : Agora nos conte sobre Dead Inside. Ela abre o álbum, prepara para o álbum, por ser a primeira faixa, mas conceitualmente, também.

Matt : É, o álbum tem uma narrativa, a primeira música fala de decepção e cansaço, em que a pessoa perde as esperanças, e assim fica vulnerável às forças sombrias que virão nas próximas músicas, como Psycho. Em Psycho, vemos alguém obviamente sendo dominado pela lavagem cerebral do exército, e nas músicas que vem depois uma luta contra as forças sombrias que estão tentando controlar nossas mentes, e no fim chegamos às músicas como ‘Revolt’, e ‘Defector’, em que a pessoa começa a reagir, e retomar o controle de si própria, e Aftermath é obviamente a situação de reencontro com o amor, e aí The Globalist é só um pesadelo insano de 10 minutos de rock progressivo…

Annie : (risos)

Matt : …que fala da ascensão e queda de um ditador. Muitos fãs estão perguntando no Twitter sobre a música que é a continuação de Citizen Erased, e é ‘The Globalist’, que é basicamente uma narrativa em si mesma, como eu disse, a ascensão e queda de um ditador, o fim do mundo, a Terceira Guerra Mundial, todas aquelas coisas boas que eu gosto (risos).

Annie : E vem cá, essas são preocupações reais para vocês, ou é simbolismo, por exemplo, me fale sobre essa coisa sombria.

Matt : (risos) Certo. É, eu diria que, os drones, eu andei lendo muito sobre os drones, o que eles são e tudo, e pra mim eles são como uma metáfora moderna para o que é perder a empatia, sabe, começar a não se importar muito com o que está acontecendo ao seu redor, e o que está acontecendo no mundo. E eu acho que através da tecnologia moderna e, obviamente, através do uso de drones nas guerras, em particular, é realmente possível fazer coisas horríveis por controle remoto, a uma grande distância, sem realmente sentir quaisquer consequências, ou até mesmo sentir-se responsável de alguma forma. E o próximo passo será o uso de drones autônomos, que tomam decisões próprias quanto a matar, onde nenhum ser humano está envolvido, entende? Então acho que estamos no limite agora, estamos dando um passo em direção à perda da empatia. E acho que o álbum está basicamente explorando essa jornada.

Annie : Fantástico. Ok. Olha, essa foi uma ótima explicação dos temas do álbum ‘Drones’, e agora vamos escutar ‘Dead Inside’ de novo, agora com esse contexto. Matt, muito obrigada!

Matt : Legal. Obrigado-

Annie : Tenha um ótimo show hoje à noite!

Matt : Valeu! Espero te ver em breve! Se cuida!

Annie : Beleza, se cuida, tchau!

Written By

Super Drone da Tradução, nerd e fã incondicional.

Comments: 5

  • Brenda Carvalho

    25 de março de 2015
    reply

    Awn mds Matt dizendo “Se cuida”.. Socorro!

  • Daniele Ribeiro Aquino

    25 de março de 2015
    reply

    <3.<3 Divos do rock

  • Adriana Oliveira

    27 de março de 2015
    reply

    Ótima explicação do álbum, mostrar que vieram para surpreender os fãs como sempre. I love Muse

  • Adriana Oliveira

    27 de março de 2015
    reply

    Ótima explicação do álbum, mostrar que vieram para surpreender os fãs como sempre. I love Muse

  • Arthur DM

    27 de março de 2015
    reply

    “10 minutos de um rock progressivo” isso sim nos alegra

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